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Suspeito de fraudar licitações, prefeito de Jaguaré é afastado por 90 dias

O prefeito de Jaguaré, norte do Estado, Rogério Feitani (PMN) e o irmão dele, Rivelino Feitani, que acumula as secretarias de Obras e Transporte do município, foram alvos da Operação Arremate, deflagrada na manhã desta terça-feira (11) pelo Ministério Público Estadual (MPES). Após prestar esclareciemntos na Procuradoria de Linhares, o prefeito foi afastado por 90 dias do cargo. Assume nesse período o vice-prefeito, Ruberci Casagrande (DEM).

Além do prefeito, foram afastados do cargo o secretário de Obras e Transportes,  Rivelino Feitani; o Diretor do SAAE, Sérgio Pinto Corrêa; o pregoeiro oficial,  Pedro Jadir Bonna; o presidente da Comissão Permanente de Licitações, Jefson Taylor  e a servidora Simone Monteiro Quiuqui. Os 14  investigados conduzidos foram interrogados pelo procurador e pelos promotores de Justiça que conduzem as investigações, sendo que a maioria preferiu nao se pronunciar, inclusive o prefeito.

Como resultado das diligências, foram apreendidos diversos aparelhos de telefones celulares e notebooks, além de farta documentação. Na residência de um dos investigados foram localizados e apreendidos diversos documentos relacionados ao processo seletivo, dentre eles “Cartões Resposta”, ou gabaritos, com os campos de respostas preenchidos, além de gabaritos com respostas diferentes para um mesmo candidato com o mesmo número de inscrição, o que constitui forte indício da existência de fraude no certame.

Dando continuidade às investigações, nos próximos dias serão interrogados outros investigados, tomados os depoimentos das testemunhas e realizada a análise dos equipamentos de informática e telefonia, mídias e documentos apreendidos.

Os investigados são suspeitos de articular uma organização criminosa dirigida à prática de crimes previstos no art. 90 da Lei n.º 8.666/93 (fraudes em licitações), art. 311-A, IV, §§ 2.º e 3.º, do Código Penal (fraudes em certames de interesse público).

A operação foi deflagrada pela Procuradoria de Justiça Especial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),  com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, que investiga fraudes em licitações e em processo seletivo para contratação de servidores públicos.

As investigações preliminares e interceptações telefônicas autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado serviram de base para o deferimento dos de 29 mandados de buscas e apreensão e 15 mandados de condução coercitiva de servidores do município de Jaguaré e de empresários.

A operação mobilizou 10 promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e 36 policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além da Procuradoria.

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