A mudança no comando da Assembleia Legislativa chamou a atenção para uma movimentação que até 2012 era comum na Casa, quando acontecia a troca de comando da Mesa Diretora e que agora volta com força: a dança das cadeiras dos servidores comissionados do poder.
Exceto os funcionários dos gabinetes, que são de livre escolha dos deputados e dos servidores concursados, os trabalhadores em cargo comissionado estão em estado de apreensão na Casa, à espera do chamado “diário sangrento”. Mas o processo promete ser lento. Nesta sexta-feira (30), nenhum ato de exoneração foi publicado no diário do Poder Legislativo.
A mexida no funcionalismo da Casa hoje é mais sentida porque como Theodorico Ferraço (DEM) estava à frente da Casa por três mandatos consecutivos, vinha mantendo a atual estrutura. Mas com a mudança na Mesa, os deputados devem mudar o quadro de funcionários da Casa. Nos corredores, o clima é de tensão entre os servidores.
O novo presidente Erick Musso (PMDB) por enquanto faz suspense sobre o destino dos mais de 300 cargos que são dependentes da Mesa Diretora. O momento é de análise, mas a frase, “ninguém é insubstituível”, dita por Musso na última quarta-feira (1), ameaça os cargos técnicos da Casa.
O presidente da Casa tem dois gabinetes, o dele e o da presidência que tem 12 servidores, mas a Mesa Diretora também indica os servidores que compõem comissões, a comunicação e vários outros setores da Casa. São cerca de 300 cargos sob o comando da Mesa.
A primeira secretaria tem sete cargos, mas como também é responsável pela escola legislativa tem mais cinco cargos. A segunda secretaria também tem sete cargos. A vice-liderança tem outros cinco cargos. A Secretaria Geral da Mesa e a Direção Geral da Casa também têm cargos ligados à Mesa Diretora.

