A partir desta sexta-feira (1), os prefeitos do Estado, sobretudo aqueles que vão disputar a reeleição em outubro, terão apenas o primeiro semestre deste ano para recuperar seus capitais e mostrar ao eleitor que merecem um segundo mandato. Não vai ser fácil, afinal a crise de 2015 vai se arrastar neste início do ano, com a agravante das movimentações políticas em Brasília.
Os prefeitos terão que se desdobrar para melhorar suas arrecadações e atrair recursos. A maioria já deve ter percebido que dinheiro do governo do Estado só vai sair para um ou outro aliado. Então, o jeito vai ser se virar para conseguir alavancar a economia local e fazer entregas se possível.
O tempo é curto, o dinheiro é curto e o apoio do governo do Estado não existirá. Além disso, os prefeitos vão ter de lidar com a antipatia do eleitorado em relação à classe política. Está difícil também fazer uma abordagem ao eleitor sem ser repelido.
A primeira providência que os prefeitos devem tomar é esquecer a ideia de que vão contar com o governador Paulo Hartung, principalmente os do interior. Hartung venceu a eleição no interior, mas seu foco hoje é a Grande Vitória. Ainda cego pelo embate com o ex-governador Renato Casagrande, quer se consolidar na região metropolitana em 2016, já que por aqui seu desempenho foi bem abaixo do esperado.
Os prefeitos precisam buscar recursos de outras fontes que não sejam necessariamente o Palácio Anchieta, como passar a cobrar os impostos dos donos de propriedades, que muitas vezes, em troca de votos, vivem tranquilamente sem pagar impostos.
Em 2016 vai sobreviver quem usar a criatividade e tiver coragem de cortar na própria carne. Chega de dependência. Se tem uma coisa que o fim do Fundap deveria ter ensinado aos prefeitos é que o caminho é a autonomia econômica, que não vem com as grandes plantas industriais, tese tão defendido pelo governador do Estado.
Fragmentos:
1 – Guerino Zanon (PMDB) aparece na lista elaborada pelo jornal A Tribuna, desta quinta-feira (31) de deputados que não apresentaram projetos na Assembleia, preferindo as indicações das propostas de autoria do governo.
2 – O peemedebista foi, porém, um dos que mais soube usufruir das prerrogativas do mandato. Na CPI da Sonegação, fez o desagravo e uma espécie de vingança em relação à sua prisão no início de 2013, na Operação Derrama. Na tribuna da Assembleia se defendeu e atacou o prefeito Nozinho Correa, na ocasião da rejeição de suas contas.
3 – Guerino tem um comportamento diferenciado na Casa. Apesar de ser aliado do governo, não diz amém para tudo. Tem votado contrário em projetos polêmicos, como na PEC da Obscuridade, por exemplo.

