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Tendência da Nacional do PT é decidir pela saída do governo Hartung

Com a definição de que será a Nacional do PT que vai decidir sobre a posição do partido no governo Paulo Hartung, a expectativa pela saída da sigla aumenta entre os militantes. É que como o diretório é formado por maioria ligada ao grupo do secretário de Habitação e Desenvolvimento, João Coser, e o do deputado estadual José Carlos Nunes.
 
Neste sentido, a expectativa, caso a decisão fosse mesmo definida pelo diretório estadual, que se reuniria neste sábado (30), era de que o partido permanecesse no governo. Com a decisão de cima para baixo, que será tomada no próximo dia 17 pelo diretório nacional, a probabilidade é de que a situação seja diferente. A definição da decisão pela nacional foi divulgada pelo jornal A Tribuna desta quinta-feira (28).
 
Embora pareça uma manobra protelatória do grupo de Nunes – que é o que mais defende dentro do partido a permanência no governo – o pedido para que a decisão viesse de cima veio das lideranças que são contrárias à participação do partido no governo Paulo Hartung (PMDB). 
 
Com a sinalização do secretário de Organização Nacional do PT, Florisvaldo Souza, de que o partido é contrário à permanência no governo Hartung, a saída dos indicados dos cargos do partido é uma questão de tempo. Nunes seria  o mais arredio a deixar o governo. Ele teria um lote grande de cargos no governo. 
 
Já o secretário João Coser estaria oscilando sobre o assunto. Ele evita entrar na polêmica, mas nos bastidores já teria admitido entregar o cargo de secretário. No entando, se o grupo de Nunes der a sustentação que ele precisa, Coser poderia repensar a permanância no governo. 
 
A participação no governo Paulo Hartung é questionada desde antes de a gestão ter início, em 2014. Isso porque algumas correntes se opuseram à entrada do partido no governo e isso chegou a ser alvo de representação na nacional. Embora o PMDB tenha sido aliado do governo PT em nível nacional, no Espírito Santo o governador Paulo Hartung disputou a eleição no palanque de Aécio Neves (PSDB-MG). 
 
Com a saída do PMDB do governo Dilma Rousseff e a defesa de algumas lideranças peemedebistas, como o presidente do partido no Estado, deputado federal Lelo Coimbra, que sempre se posicionou favorável ao impeachment da presidente, outras correntes do PT foram aderindo à posição de saída do governo. 
 
Hartung nunca se declarou abertamente sobre o caso, mas afirma que  processo de impeachment é legal. O fato de o vice-presidente Michel Temer, considerado dentro do PT como um dos articuladores do chamado golpe ter um encontro secreto com o governador no início de dezembro de 2015, alimenta ainda mais a ideia de que o governador não é uma companhia para o partido. 

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