Termina neste domingo (28) o prazo para os partidos realizarem as convenções para a escolha de seus candidatos na eleição extemporânea de Muqui, no sul do Estado. O novo pleito será no dia 2 de julho, mas a campanha deve ter início no próximo sábado (3).
A expectativa no município é de uma eleição embolada, com a influência dos grupos que disputaram a eleição do ano passado. Tanto Frei Paulão (PSB), que saiu vencedor da urna, mas teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto os representantes do grupo do ex-prefeito Aluísio Filgueiras (PSDB), morto no fim do ano passado, devem pesar nos palanques da eleição extemporânea.
Frei Paulão e o PSB vão apoiar a candidatura do vereador Cacalo. O grupo de Filgueiras vai apostar no candidato a vice na chapa do ex-prefeito, Thadeu Eliotério (PTdoB). Apesar de ter o apoio também do secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado José Carlos da Fonseca Júnior, o nome dele não teria o peso necessário para desequilibrar a disputa com Cacalo.
Um pouco à frente da disputa estaria o ex-prefeito Nicolau Esperidião Neto (Nicolau), do PDT, por causa da experiência. Também deve disputar o ex-vice-prefeito do município Renato Prúcoli (PTB). O PEN vai lançar a candidatura de Neston Ribeiro, com o apoio do deputado estadual Rafael Favato. Claudiomar Barbosa (PRP) completa o quadro de candidatura.
A realização de nova eleição atende à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu, em definitivo, o registro de candidatura de Frei Paulão. Mesmo estando com o registro de candidatura indeferido, Frei Paulão foi eleito com 43,54% dos votos, o que significa 3.870 votos. Ele já havia sido prefeito de Muqui, entre 2001 e 2008.
De acordo com o artigo 224, §3º da lei 13.165/2015, conhecida como “minirreforma eleitoral”, o “indeferimento do registro de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados”.

