Governador e integrantes da gestão deixam os cargos rumo às eleições

O diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira (PSB), anunciou nesta segunda-feira (30) que deixará o cargo para se candidatar a deputado estadual este ano. Mas ele não é o único da gestão estadual que está de saída. O secretário de Estado da Saúde (e deputado estadual licenciado), Tyago Hoffmann (PSB), pré-candidato a deputado federal, vai fazer uma “prestação de contas” do seu período na pasta nesta terça-feira (31), às 19h, no Clube Álvares Cabral, em Vitória, como uma espécie de ato final. O próprio governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato a senador, prestará contas na quarta-feira (1º), às 16h, no estádio Kleber Andrade, em Cariacica.
Ricardo Ferraço (MDB), vice-governador que vai assumir a titularidade do mandato neste quinta-feira (2), já começou a anunciar substitutos para integrantes da gestão que serão candidatos. Na Saúde, o enfermeiro Kim Barbosa, subsecretário de Regulação do Acesso à Saúde, passará a chefiar a secretaria. Na Educação, Vitor de Angelo (PSB) vai deixar a pasta para estrear em eleições em 2026 como candidato a deputado federal, deixando o cargo para a pedagoga Andréa Guzzo. E na Agricultura, Enio Bergoli (PSDB), também pré-candidato a deputado federal, vai passar o bastão para Carlos Luiz Tesch Xavier, atual subsecretário para Assuntos Administrativos.
André Fagundes (Podemos), ex-prefeito de Nova Venécia, é outro que já deixou o cargo de diretor-geral do Hospital Estadual Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus (norte do Estado), por conta da pré-candidatura a deputado estadual.
Também foi confirmada nos últimos dias a saída do comandante-geral da Polícia Militar (PM) no Estado, o coronel Douglas Caus. Ainda não se sabe para qual cargo – tudo indica que uma cadeira na Assembleia Legislativas – nem o partido. Como militar, Caus teria direito a se filiar a uma sigla apenas até o início do processo eleitoral, mas ele vai para a reserva da PM assim que deixar o comando da política, obrigando-o a fazer uma opção até o próprio sábado (4), como os demais civis brasileiros.
Até a próxima quinta-feira (2), prazo final para desincompatibilização, mais pessoas que ocupam cargos na gestão deverão se despedir. Do PSB de Casagrande, são pré-candidatos a deputado federal, além dos já citados: Felipe Rigoni (secretário de Meio Ambiente), Rafael Pacheco (secretário de Justiça), Manu Pedroso (secretária de Governo), Lorena Vasques (subsecretária de Turismo) e Eustáquio de Freitas (diretor-geral do DER-ES).
Para deputado estadual, são cotados: Bruno Lamas (secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação), Jacqueline Moraes (secretária das Mulheres), Victor Coelho (secretário de Turismo) e Fabrício Petri (assessor da Casa Civil). De todos esses nomes do partido, apenas Pablo Lira, Vitor de Ângelo e Rafael Pacheco serão estreantes em eleições.
Do Podemos, quatro nomes deverão deixar a gestão visando as eleições, Cynthia Grillo (secretária de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social), Alessandro Broedel (diretor-geral do Incaper) e Phillipe Lemos (superintendente de relações institucionais da Cesan). Com exceção de Cynthia, todos têm experiência eleitoral. Broedel e Fagundes se colocam como pré-candidatos a deputado estadual, e os demais, a federal.
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou na semana passada que entregaria seus cargos na gestão estadual, mas três nomes do partido já estão para sair de qualquer forma: José Carlos Nunes (secretário de Esportes), Júlio da Fetaes (assessor da Casa Civil) e Rogério Favoretti (subsecretário de Agricultura), todos pré-candidatos a deputado estadual e com experiência em outras eleições.
Do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mais dois nomes: Guerino Balestrassi (secretário de Recuperação do Rio Doce) e Alexandre Quintino (subsecretário de Habitação, Regularização Fundiária e Desenvolvimento Social), ambos pré-candidatos a deputado estadual. Marcus Vicente (PP), subsecretário da Casa Civil, também se coloca como pré-candidato a deputado federal.

