Uma grande movimentação de trabalhadores contra a reforma da Previdência começa nesta segunda-feira (5), a partir das 6 horas, no aeroporto de Vitória.
Eles vão pressionar deputados e senadores, que retornam a Brasília para início dos trabalhos legislativos deste ano. Este mês, deverá ser votado o projeto do governo, que vem provocando muitos protestos pelo País.
A inciativa, idealizada por centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores, terá prosseguimento durante todo o mês, com panfletagem na Grade Vitória e em pontos estratégicos do interior do Estado e atos de protesto.
A expectativa é que o governo reforce os trabalhos de convencimento de sua base aliada no Congresso na tentativa de garantir a aprovação da reforma na Câmara, ainda em fevereiro.
De acordo com o governo Michel Temer, a medida é necessária para controlar o déficit nas contas públicas – apenas no ano passado, o rombo da Previdência foi de R$ 268,8 bilhões. Esses números, porém, são contestados.
O governo Temer nega, mas as alterações que constam no seu projeto vão dificultar ainda mais a aposentadoria, principalmente dos trabalhadores rurais.
A reforma encontra focos de resistência entre os a base aliada do governo no Congresso. Os parlamentares se preocupam com a repercussão das mudanças, consideradas altamente impopulares, em pleno ano eleitoral.
O desgaste pode se sentido pela classe política a partir da aprovação da reforma Trabalhista, em 2017.
A bancada capixaba na Câmara dos Deputados, que se dividiu na votação da reforma Trabalhista, agora se posiciona a maioria contra as mudanças na Previdência.
Dos dez deputados, seis já anunciaram votar contra o projeto: Givaldo Vieira e Helder Salomão, do PT; Norma Ayub (DEM); Carlos Manato (SD); Paulo Foletto (PSB); e Sérgio Vidigal (PDT). O deputado Lelo Coimbra (PMDB), líder da maioria de Temer na Câmara, vai votar a favor da proposta. Já Marcus Vicente (PP), Evair de Melo (PV) e Jorge Silva (PHS) ainda não anunciaram posição.

