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Tucanos competitivos tiram Luiz Paulo da zona de conforto

Uma das primeiras definições para as eleições municipais de 2016 surgiu ainda no primeiro semestre deste ano. Dentro do PSDB, a pré-candidatura do presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes) à prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, sempre foi consenso, sobretudo após a divulgação das pesquisas, que apontavam o favoritismo do tucano. 
 
Mas as movimentações recentes mostram que a coisa pode não estar tão pacificada assim dentro do PSDB. A permanência do deputado estadual Sérgio Majeski no partido e a filiação do ex-diretor do Detran-ES Fabiano Contarato ao ninho tucano colocam dentro do PSDB nomes alternativos para a disputa, o que pode tirar Luiz Paulo da zona de conforto. 
 
Para algumas lideranças de dentro do partido, o comportamento passivo de Luiz Paulo sobre o processo eleitoral do próximo ano cria uma insegurança para os tucanos, já que outros postulantes ao cargo vêm fazendo uma movimentação intensa na cidade, como o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que vem acumulando capital em conversas com vários setores sociais da cidade. 
 
Por isso, o entendimento que a possibilidade de ter outros nomes para se colocarem à disposição do partido, podendo levar a decisão para uma convenção, em que Luiz Paulo tenha que testar seu capital político, possa fazer com que ele intensifique sua movimentação dentro e fora do partido. 
 
Na semana passada, o deputado federal Max Filho se reuniu com o deputado estadual Sérgio Majeski, que vinha se sentido preterido dentro do PSDB e preparava sua revoada para outro partido. Entretanto, a articulação do deputado não deu certo com a Rede. Majeski acabou ficando no partido. Com um discurso sólido sobre a educação no Estado e demonstração de conteúdo em seus debates, Majeski se torna a liderança política independente que o eleitorado tanto vem procurando no mercado. 
 
Em menos de um ano de mandato, o deputado, que chegou à Assembleia com uma votação baixa, hoje ampliou sua visibilidade não só em Vitória, mas em todo o Estado. Já o nome de Fabiano Contarato, aquisição recente do ninho tucano, precisa ser trabalhado.
 
Ex-delegado de Trânsito, Contarato se transformou em uma liderança com grande popularidade, sobretudo nas redes sociais. Mas erros estratégicos sequenciais acabaram fragilizando sua imagem. Contarato se filiou em 2013 ao PR para ser o candidato ao Senado pelo partido no palanque de Renato Casagrande. Ele, porém, abriu mão da disputa e logo em seguida também pediu para deixar o comando da Delegacia de Trânsito para se guindar inesperadamente ao palanque de Paulo Hartung (PMDB). 
 
Após a posse do novo governador, assumiu o Detran-ES e deixou o cargo no mês passado, alegando problemas de saúde. Sua filiação ao PSDB, agora, deixa transparecer que sua articulação era política. Mas conseguir um espaço para a disputa na Capital pelo PSDB pode ter sido mais um erro estratégico de Contarato
 
Enquanto isso, Luiz Paulo, que também cometeu vários equívocos ao aceitar pacificamente as movimentações que o colocaram em situações eleitorais adversas, vem mantendo a postura pacificadora. Mas deve lutar para garantir sua candidatura na disputa do próximo ano, afinal ele continua sendo a liderança tucana com maior capacidade de comandar o palanque do partido na disputa de 2016. Mas desta vez terá a sombra de Majeski e a pressão do PSB nacional, que tem como prioridade vencer as eleições em municípios com mais de 100 mil habitantes, pavimentando o caminho para o partido em 2018.

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