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União Progressista é autorizada pelo TSE e consolida força partidária

Federação, atualmente com 10 parlamentares capixabas, fechou apoio a Ricardo Ferraço

Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, em votação unânime nesta quinta-feira (26), a criação da federação União Progressista (UP), formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). Com isso, fica consolidado, oficialmente, o maior bloco partidário do Congresso Nacional e Assembleia Legislativa do Estado (Ales).

Segundo informações dos próprios partidos do bloco, a UP, válida por quatro anos, representa cerca de 20% do total dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal: são 109 deputados e 14 senadores. A federação reúne, ainda, seis governadores, cerca de 1,4 mil prefeitos e 12 mil vereadores.

No Espírito Santo, quatro dos dez deputados federais são da UP: Amaro Neto, Da Vitória e Evair de Melo, do PP; e Messias Donato, do União Brasil. Amaro e Messias acabaram de se filiar, vindo do Republicanos. Evair de Melo ainda pode deixar o bloco por conta de articulações relacionadas às disputas majoritárias. A chapa para as eleições deste também vai contar com o presidente da Assembleia, Marcelo Santos, que comanda o União no Estado.

Entre os deputados estaduais, seis fazem parte do bloco atualmente: Adilson Espindula e Raquel Lessa, do PP; e Marcelo Santos, Denninho Silva, José Esmeraldo e Dr. Bruno Resende, do União Brasil. Como a janela partidária segue aberta até o próximo dia 3 de abril, a tendência é que esse número mude. Bruno Resende, pré-candidato a deputado federal, anunciou deixar o bloco, mas depois de movimentações nas chapas que o prejudicaram, ainda busca uma nova acomodação. O deputado Marcos Madureira já deixou o PP para se filiar ao Mobiliza.

Nesta semana, a UP decidiu colocar o seu peso a favor da pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB). Foi a conclusão de um processo que envolveu muita negociação, já que o PP mantém laços com figuras da oposição, como o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato a governador.

Evair de Melo, inclusive, é um dos principais articuladores da pré-campanha de Pazolini. Vencido na disputa dentro da federação, precisará decidir seu próprio rumo. Uma das questões em jogo é a candidatura para o Senado, que o obrigaria a trocar de legenda. Na federação, Da Vitória, que será o presidente estadual da UP, voltou a ser cotado para fechar a chapa ao lado do governador Renato Casagrande (PSB).

No plano nacional, a UP ainda não definiu seu posicionamento para as eleições deste ano. A preferência da direção nacional é por uma candidatura da direita, mas fugindo dos nomes do Partido Liberal (PL), como o senador Flávio Bolsonaro.

Mesmo assim, por ser um bloco tão grande, a tendência é que haja ramificações diferentes nos estados, e haveria inclusive grupos pró-Lula (PT) em alguns locais – mas isso não inclui o Espírito Santo, muito longe disso.

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