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Urgência de projeto de cessão de PMs segue no Expediente da Assembleia

Pelo segundo dia consecutivo, o governo não consegue mobilizar a base para conseguir o quórum para votar o requerimento de urgência que trata da cessão de policiais militares. Assim como na sessão dessa terça-feira (21), nesta quarta-feira o número mínimo de deputados para a votação, 16 parlamentares, não foi alcançado em Plenário.

Apenas 15 parlamentares registraram presença no painel. Dessa forma, os pedidos continuam no Expediente à espera de deliberação na próxima sessão, que será somente na segunda-feira (27). A dificuldade do governo é referente ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 7/2017, que altera a Lei Estadual 3.196/1978 (Estatuto da Polícia Militar) para permitir a celebração de convênio com o Poder Judiciário e o Ministério Público Estadual para a cessão de até 20 policiais militares da ativa para cada instituição.

O líder do governo Gildevan Fernandes (PMDB), autor dos pedidos de urgência, por várias vezes conclamou colegas que estavam no Plenário a registrarem suas respectivas presenças no painel para dar condições de votar os requerimentos. Parlamentares, entretanto, não o fizeram para obstruir a votação e acabaram saindo vitoriosos.

Após a derrubada das duas urgências, o deputado Da Vitória (PDT) criticou os vários projetos do governo que chegam à Assembleia, tramitam como urgência e acabam sendo pouco discutidos.

“Temos de debater alguns projetos com um pouco mais de prudência e cautela. Semana passada o povo viu que, se não tivermos cuidado, votaremos todos os projetos a toque de caixa. Não dá mais para que essa Casa engula qualquer coisa que chegue aqui. Estarei sempre com a vontade popular”, prometeu.

Quem também participou da manobra feita para não votar as urgências e posteriormente se manifestou sobre ela foi Sergio Majeski (PSDB). “É uma estratégia. Nada tem a ver com estar contra os interesses da sociedade. Estar contra é discutir os projetos do governo a toque de caixa ou nem discutir. O Regimento foi atropelado várias vezes na semana passada para satisfazer os interesses do governo. Estou aqui para defender os interesses da sociedade, não do Palácio Anchieta”, justificou.

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