A disputa pelas duas vagas ao Senado nas eleições deste ano, no Espírito Santo, passou a ser mais forte depois da desistência do governador Paulo Hartung da candidatura à reeleição, que provocou divisões na base aliada do governo e gerou um vácuo de nomes competitivos para substituí-lo no processo eleitoral.
Com o ex-governador Renato Casagrande (PSB) na dianteira da corrida eleitoral ao Palácio Anchieta, os seis pré-candidatos ao Senado mais competitivos buscam formalizar alianças com vistas ao prazo das convenções partidárias, de 20 de julho a 5 de agosto.
Dos dois senadores, Magno Malta (PR) é o que apresenta maior probabilidade de reeleição, correndo na frente dos outros concorrentes. Ricardo Ferraço (PSDB) enfrenta o deputado estadual Amaro Neto (PRB), que marca alguns pontos de vantagem, com chances de crescimento eleitoral depois que a campanha for para as ruas.
Tanto Amaro quanto Ferraço integravam o bloco partidário do governo e eram cotados para substituir Hartung.Mas as divergências entre ambos provocaram divisões que resultaram em esvaziamento do grupo, que vieram à tona nessa segunda-feira (16).
Ferraço e Amaro disputam a segunda vaga, já que a primeira, segundo estimativa do mercado político, é do senador Magno Malta.
Os dois preferiram esse enfrentamento a aceitar a composição proposta pelo bloco, que era a de um deles disputar o Senado e o outro o governo. Os outros candidatos seguem abaixo dos três primeiros colocados e trabalham para marcar novas posições, embora o mercado político não veja possibilidade de alteração no quadro.
Sergio Majeski (PSB), Fabiano Contarato (Rede), Marcos do Val (PPS), Mauro Ribeiro (PCB) e Namy Chequer (PCdoB) também estão na disputa. No entanto, a estimativa é que a segunda vaga fique entre Amaro Neto e Ricardo Ferraço, que agregam maior contingente eleitoral.
Ricardo vem de um mandato bem avaliado, principalmente pela classe empresarial, ao contrário de Amaro, que alcança as camadas das classes C e D, por conta do seu programa de TV de alcance popular.