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Verba liberada para o Estado entrou no pacote de Temer que busca apoios no Congresso

O pacote de R$ 951 milhões liberados pelo Ministério das Cidades nessa sexta-feira (29), para obras de saneamento em quatro estados, entre eles o Espírito Santo, foram incluídos pela imprensa nacional como parte da estratégia do governo federal de conquistar apoio para votações de projetos como a Reforma da Previdência, no Congresso Nacional. 
 
A questão gerou polêmica nesta semana no País, depois que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, cobrou reciprocidade de governadores beneficiados por financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF).
 
O anúncio dessa sexta foi feito pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, em evento com a presença de Marun e do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. 
 
Do total, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) receberá R$ 63,56 milhões, para quatro obras de esgotamento sanitário nos municípios de Guarapari, Nova Venécia e Serra (Manguinhos), além de obras de desenvolvimento institucional.
 
Os recursos para os 24 contratos assinados são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, além do Estado, beneficiarão Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul.
 
Ao jornal Folha de S.Paulo, que denunciou a pressão e liberação de verbas em troca de apoio no Congresso, o presidente da Caixa negou que os contratos tenham cunho político. O discurso de reciprocidade, no entanto, foi repetido na solenidade dos contratos de saneamento.
 
O anúncio veio depois da reação dos governadores do Nordeste às declarações de Marun, ameaçando ir à Justiça contra condicionar os financiamentos em bancos públicos a votos no Congresso. A carta foi assinada pelos governadores do PT, PCdoB e PSB ainda dois do PMDB, partido de Temer, Jackson Barreto e Renan Filho, filho do senador Renan Calheiros. 
 
A bancada capixaba, embora com apenas dez parlamentares, tem sua maioria contrária à Reforma da Previdência. Devem votar junto com o governo Temer, somente o líder da maioria, deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), e Marcus Vicente (PP). Mesmo comportamento tiveram na votação da Reforma Trabalhista.

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