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Vereador de Cariacica será representado por deputados da Comissão de Segurança

“O deputado solicitante não tem moral nem legitimidade para fazer a arguição porque é meu adversário político”. A acusação, direcionada ao deputado estadual Euclério Sampaio (PDT), foi proferida pelo vereador Sérgio Camilo Gomes (PSC), na reunião da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa realizada nesta segunda-feira (26).

A reunião dava continuidade à investigação, empenhada pela Comissão, a respeito da fuga do preso Helijones da Silva Tetzner, da Delegacia de Vila Velha, na madrugada do dia 20 de novembro de 2011. Denúncias encaminhadas à Comissão dão conta de que o preso fugiu pela porta da frente e que o responsável pelo plantão na unidade naquela noite era Sérgio Camilo, que também é investigador de Polícia.

Ao iniciar desta forma a sua fala, Sérgio Camilo provocou um grande tumulto na reunião, fazendo com que essa fosse suspensa por cinco minutos, sendo reiniciada após a Polícia Militar da Casa garantir que ele não estava armado.

Além do presidente do colegiado, Gilsinho Lopes (PR), estavam presentes os deputados Sandro Locutor (PROS), Enivaldo dos Anjos (PSD), Euclério Sampaio (PDT) e Da Vitória (PDT). Todos eles criticaram as palavras do investigador e “cobraram respeito” à Casa Legislativa.

“Você veio aqui para agredir. Você não respeita essa Casa Legislativa. No dia que um deputado for à Câmara de Cariacica e falar que algum vereador não tem moral, que sejam tomadas as mesmas providências. A atividade política tem de ser feita com respeito”, disparou o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD).

O presidente do colegiado fez coro. “Ao falar que o deputado Euclério Sampaio não tem moral, o senhor foi desrespeitoso. O deputado Euclério age com respeito à Constituição. O senhor deveria se ater a responder aos questionamentos que a comissão fez”.

Na retomada dos trabalhos, os parlamentares fizeram uma representação pela que consideraram ofensa feita contra Euclério. Já Sandro Locutor (Pros) requereu cópias da taquigrafia, ata e vídeo da reunião, e pediu encaminhamento da representação à Corregedoria da Polícia Civil, ao chefe da Polícia Civil e ao secretário de Segurança Pública do Estado. “Quero lembrar que a fala dele, como vereador, é inviolável na Câmara de Cariacica, mas não na Assembleia Legislativa”, finalizou Locutor.

Por fim, os parlamentares decidiram por convocar – e não mais convidar – o vereador a voltar à Assembleia para prestar esclarecimentos sobre o caso investigado, sendo marcada a data do dia 19 de março. 

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