A aprovação de um empréstimo na Caixa Econômica Federal (CEF) voltou a movimentar a Câmara da Serra. Representantes de comunidades que, para alguns vereadores, seguem o direcionamento do prefeito Audifax Barcelos (Rede), ocuparam o plenário da Casa, mas não conseguiram o objetivo. O projeto não foi votado.
A matéria se encontra na Procuradoria da Câmara, a fim de ser analisada, uma vez que foram detectadas irregularidades na formulação do projeto que se conflitam com outros empréstimos já aprovados no ano passado.
O pedido de empréstimo de R$ 100 milhões já está na Lei 4.682/17, de 16 de agosto de 2017, sendo anulado pela Lei 4.748/17, de 21 de novembro de 2017, no valor de R$ 230 milhões.
Em fevereiro desse ano, o Executivo aprovou outro projeto, no valor e R$ 230 milhões, e agora envia outro de R$ 100 milhões, totalizando R$ 560 milhões em empréstimos.
O movimento foi organizado pela Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams) e Assembleia Municipal do Orçamento (Amo), que defendem a contratação de um empréstimo de R$ 100 milhões para a realização de obras, inclusive a Arena Riviera, com complexo cultural.
O clima na Câmara esquentou desde a eleição interna para a Mesa Diretora, em 2017, quando passou a ocupar a Presidência da Casa Neida Maura Pimentel (PSD), atualmente afastada em consequência de processo na Justiça, pela acusação de crime de extorsão.
Na última semana de abril, o clima na Câmara ficou tenso, em consequência da votação de um projeto enviado pelo Executivo do município, por força de decisão da Justiça, que acatou solicitação do prefeito.
Audifax adotou a medida justificando que o atraso causava problemas no programa de implantação de empresas, dentro das linhas de planejamento da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
O projeto aprovado flexibiliza leis e normas relacionadas à preservação do meio ambiente, o que provocou protestos de movimentos ambientalistas.

