A votação dos vereadores que compõem a atual Câmara de Vitória precisaria aumentar muito se a Casa aprovasse a redução do número de cadeiras de 15 para nove, o que elevaria automaticamente o quociente eleitoral de 15 mil para 25 mil votos para o candidato ou coligação conseguir fazer uma cadeira na Capital. Se considerar o quadro de 2012, até quem está propondo a mudança teria dificuldades.
O vereador mais bem votado daquele ano foi Fabrício Gandini (PPS), com 8.955 votos. Outro proponente, Luiz Emanuel Zouain (PPS), que naquele ano foi eleito na chapa PSDB, PMDB, PDT, obteve 4.963 votos. O terceiro propositor é Vinícius Simões, que em 2012 conseguiu 2.673 votos. Todos foram eleitos pelo quociente eleitoral, ou seja, contaram com os votos de outros candidatos para conseguir garantir a cadeira que ocupam.
A votação dos atuais vereadores variou entre 2,3 mil e 4,9 mil. Com a mudança, muitos deles ficariam de fora da Câmara. A diminuição eliminaria também a concorrência. É que muitos suplentes tiveram uma votação parecida com a dos atuais vereadores. Sérgio Sá (PSB) ficou fora da Câmara, mesmo com os 4.089 votos que recebeu na coligação PSB e PSD, que elegeu Max da Mata, Serjão e Davi Esmael.
Também não houve espaço para Fábio Lube e Maurício Leite, que conquistaram respectivamente 3.629 e 3.6619 votos. Quem também chegou perto nesse grupo foi o ex-vereador Aloízio Varejão, com 3.218 votos. Eles foram candidatos da coligação formada por PDT, PMDB e PSDB. A coligação elegeu além de Luiz Emanuel, os vereadores Zezito Maio, Luisinho Coutinho e Neuzinha Oliveira.
Eles tiveram mais votos que quatro vereadores atuais, Simões é um deles. Devanir Ferreira, da coligação PRB, PV e PCdoB, conquistou 2.556 votos e se elegeu pelo quociente eleitoral. Namy Chequer recebeu 2.523 votos e ficou com a sobra desse grupo. Quem também se elegeu pela média foi Rogerinho Pinheiro, da mesma coligação que Gandini (PPS, PTN e PHS). Ele recebeu 2.376 votos. O PT foi sozinho e conseguiu duas vagas: Marcelão Freitas, que conquistou 4 mil votos e Reinaldo Bolão, com 3.094.
Pela distribuição das vagas, outros 18 candidatos que tiveram votação acima de mil votos teriam chances de brigar, dependendo da articulação das coligações, por vagas na Câmara. Mas com a redução, esses nomes teriam uma dificuldade maior para conquistar a vaga de alguns dos que estão hoje no mandato.

