Quinta, 26 Mai 2022

Vereadores de Vitória se articulam para 2022 de olho em vaga na Assembleia

davi_vcamila_redes_socias_leonardo_sa Redes sociais/Leonardo Sá

Dos 15 vereadores da Câmara de Vitória, pelo menos quatro já se movimentam a fim de garantir lugar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2022. O presidente da Casa, Davi Esmael (PSD), Denninho Silva (Cidadania), Camila Valadão (Psol) e Anderson Goggi (PTB) são nomes que circulam no mercado político como pré-candidatos a deputado estadual.

As articulações visam sedimentar o terreno a partir de aceitação pelas bases partidárias e formação de alianças para ampliar redutos eleitorais. Davi Esmael, eleito com 3,4 mil votos, conta com o eleitorado evangélico mais conservador, base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Nesse campo, ganha impulso uma candidatura à Câmara Federal, meta que recebe, porém, forte rejeição de lideranças de peso nas congregações.

Na condução dos trabalhos na Câmara, Davi Esmael tem se comportado como aliado do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), possibilitando a tramitação de projetos do Executivo. Essa postura foi assumida desde o início da atual legislatura, quando ele colocou em votação projeto de reforma de aposentadoria dos servidores públicos, objeto de protestos permanentes em frente à prefeitura, aprovado pela maioria dos vereadores, todo extremamente alinhados ao prefeito.

Nesta quarta-feira (27), durante a aprovação do projeto de lei do novo marco regulatório de licenciamento ambiental de autoria do prefeito, a vereadora Camila Valadão, também pré-candidata, criticou a subserviência do legislativo municipal: "todos os projetos do Executivo são aprovados em caráter de urgência e sem debate popular", disse, mantendo o tom da oposição exercida juntamente com a vereadora Karla Coser (PT).

Camila, eleita com 5,5 mil votos, sendo a segunda mais votada em Vitória, é apontada com chances de ser a primeira militante do Psol a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Assistente social por formação e com extenso histórico na militância de movimentos sociais, ela tenta promover o debate na Câmara, a fim de ampliar a participação popular nas decisões do Poder Legislativo. Encontra resistências, registradas desde o início do atual mandato, com exclusões na formação das comissões da Câmara, que atingiram, também, Karla Coser (PT).

Os vereadores Denninho Silva, eleito com 7,2 mil votos e o mais votado em 2020, e Anderson Goggi (PTB), com 1,7 mil votos, seguem a mesma trajetória do bloco alinhado a Pazolini. Para as eleições de 2022, Denninho aparece nos bastidores como pré-candidato com vaga garantida, situação oposta a Anderson Goggi, que depende de articulações que passam também pela formação de federações partidárias.

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