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Vereadores do PDT vão comandar CPIs contra Audifax na Câmara da Serra

A presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Neidia Maura Pimentel (PSD), publicou, nesta sexta-feira (7), as portarias de instauração de três comissões especiais de inquérito – similares a uma CPI – contra o prefeito Audifax Barcelos (Rede), candidato à reeleição. Além do suposto atribuído ao prefeito, também serão investigadas a eventual inauguração de obras inacabadas e a mortandade de peixes na Lagoa Juara. Nos três casos, o comando das investigações ficará por conta de vereadores do PDT, mesmo partido do ex-prefeito e atual deputado federal Sérgio Vidigal, que também disputa o segundo turno na eleição serrana.

A principal comissão especial, batizada de “CPI do Audifax”, será presidida pelo vereador Nacib Haddad. O relator será o vereador Aldair Xavier, também do PDT, e Tio Paulinho, como outro membro efetivo. O objeto da investigação será a suposta prática de corrupção e de crime de improbidade administrativa pelo prefeito após a divulgação de um suposto áudio nas redes sociais. A defesa de Audifax já obteve uma liminar da Justiça Eleitoral para remover três postagens com a gravação, que sugere uma eventual solicitação de vantagem indevida por um dos interlocutores, cuja voz guarda semelhança com a do prefeito.

A segunda CPI vai apurar a responsabilidade do prefeito e das empresas envolvidas na inauguração de obras inacabadas, entre elas, da Praça Encontro das Águas, em Jacaraípe. Os trabalhos serão presididos por Aldair Xavier, enquanto o relator será Basílio da Saúde (PROS), que foi o proponente das três investigações. O vereador César Nunes, correligionário de Audifax e que não foi reeleito para o cargo, completa a composição da comissão especial. Já a CPI sobre a mortandade de peixes terá como integrantes efetivos: David Duarte (PDT), presidente; Antônio Boy do INSS (PDT), relator; e Gilmar Carlos da Silva (PT) como secretário.

De acordo com as portarias publicadas no Diário Oficial do Estado, as comissões especiais terão prazo de 90 dias, contados a partir da publicação, sendo prorrogável uma única vez por até 60 dias. Encerrado o prazo, a comissão deve apresentar seu relatório ao plenário da Câmara. Por conta da natureza de uma CPI, as comissões terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. Não há data marcada para a instalação das comissões, que devem atuar em paralelo com a disputa do segundo turno, a ser realizado no dia 30 deste mês.

Nessa quinta-feira (6), o advogado do prefeito, Kayo Alves Ribeiro, afirmou que a defesa ainda não havia sido notificada, mas que já estava estudando as medidas cabíveis contra a abertura das CPIs. Ele acreditava que os pedidos eram frágeis juridicamente, devido à ausência de objeto certo e determinado nas investigações. “Com todo respeito ao Legislativo, soa estranho e sintomático que três pedidos de CPI sejam protocolos na semana seguinte ao encerramento do 1º turno”, declarou, citando o eventual propósito eleitoral por trás das acusações contra Audifax.

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