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Zé Carlinhos se credencia como o vice ideal de Hartung

O secretário de Estado da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, o Zé Carlinhos (PSD), se firma a cada dia como o nome mais forte, na bolsa do mercado político, para compor uma chapa com o governador Paulo Hartung em 2018. 
 
Na hipótese de o governador se decidir pela reeleição, ele será o vice; se a escolha recair para o Senado, entrará como primeiro suplente. O que já está fora de dúvida é a saída de Paulo Hartung do governo, em abril próximo, para disputar a eleição. 
 
Essa estratégia passa por um acerto para que Zé Carlinhos assuma o Senado se o governador galgar, como almeja, um posto de ministro no caso de vitória, em 2018. 
 
Isso se ocorrer uma vitória da ala mais conservadora na esfera federal, onde o governador atua desde que abandonou suas ligações com o centro-esquerda que marcaram o início de sua carreira política.
 
Dos dois nomes avaliados no círculo de poder do Palácio Anchieta, Zé Carlinhos é hoje o mais credenciado. O outro é o secretário de Agricultura, Octaciano Neto, que, no entanto, deve ser escalado para disputar outro cargo eletivo.
 
A posição que Zé Carlinhos desfruta, de perfeita adequação ao jeito do governador, foi alcançada gradativamente, a partir de seu retorno ao Espírito Santo. 
 
Ele passou por maus bocados em consequência de denúncias de peculato quando ocupava a Secretaria da Fazenda no governo de José Ignácio Ferreira, de 1999 a 2002. Zé Carlinhos retornou à cena política pelas mãos do governador Paulo Hartung em 2016, primeiramente, como assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento. 
 
Sua habilidade política, amplo círculo de relacionamento construído por meio da atuação como diplomata de carreira no Itamaraty e a extrema lealdade o levaram a ser escolhido, em agosto do ano passado, para comandar a Casa Civil, a instância mais importantes na montagem das estratégias de poder do governo do Estado. 
 
Nessa função, ele vem se destacando como o braço direito de Hartung na interlocução com lideranças do interior e, também, com círculos mais elevados na política nacional e até mesmo no exterior. 
 
Sua postura de diplomata tem sido fundamental na construção de uma imagem positiva da gestão de Hartung, além de funcionar como elemento agregador de apoios ao governo e de defesa em momentos de crise. 

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