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Quinta, 21 Janeiro 2021

'As pessoas devem se vacinar não somente por elas, mas também pelos outros'

ethel_rede_social Secom

A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel alerta para o fato de que tomar vacina é um ato que deve ser realizado pensando principalmente na coletividade. "As pessoas não estão se vacinando somente por elas, mas também pelos vizinhos, por aqueles que não podem se vacinar, como as crianças e pessoas com baixa imunidade", diz Ethel, que destaca que mesmo após tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19, as pessoas devem tomar cuidados como utilização de máscara, uso de álcool em gel e manter distanciamento físico. 

Isso acontece porque por mais que as chances sejam reduzidas, as pessoas podem contrair o vírus, pois nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Apesar da possibilidade de os sintomas serem leves, há o risco de infectar pessoas que não foram imunizadas, explica. Ethel afirma que é preciso também pensar na imunidade coletiva para que se possa começar a voltar ao que comumente se chama de normal. Para isso, é necessário que mais de 80% da população esteja vacinada e que haja queda na curva de casos e óbitos por Covid-19. 

Alcançar esses objetivos, explica Ethel, vai depender da capacidade de aplicação da vacina. De acordo com ela, a imunização completa acontecerá somente depois da segunda dose. As duas devem ser aplicadas dentro de um espaço de tempo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso haja desrespeito nesse espaço de tempo a vacina pode não surtir efeito. Embora o governo Bolsonaro (sem partido) ainda não tenha um plano nacional de imunização estruturado, Ethel acredita na organização dos estados. 

"Os estados estão bem organizados, mas é preciso garantir que cada pessoa tenha sua segunda dose garantida", defende. Ela destaca que outro motivo pelo qual é preciso que, mesmo após vacinadas, as pessoas respeitem os protocolos sanitários, é o fato de que a variante do coronavírus descoberta em Manaus, no Amazonas, está sendo considerada a pior do mundo, não podendo ser descartada a possibilidade de ela despistar o sistema imunológico, fazendo com que a vacina não faça efeito para essa nova cepa. 

Ethel relata que em países onde a vacinação já teve início os resultados positivos já podem ser vistos. Um exemplo, afirma, é Israel, onde cerca de 23% da população foi vacinada, entretanto, essas vacinações se concentram mais em alguns grupos, que tiveram cerca de 70% de seus membros vacinados, sendo possível perceber neles uma redução de 50% no número de casos de Covid-19.

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