Oito bebês morreram de coqueluche neste ano no Espírito Santo. As mortes são resultado do crescimento de casos de doenças nos municípios capixabas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), no ano passado foram registrados 61 casos da doença e apenas uma morte. Este ano já são 354 casos da doença entre janeiro e novembro, um aumento de 480%.
Mesmo com a vacinação gratuita nas redes de saúde em todo o Estado, 50 dos 78 municípios capixabas apresentaram casos de coqueluche, o que, segundo a Sesa, pode ser considerado uma situação de surto.
A Secretaria ainda não divulgou se houve falha no sistema de vacinação no Estado, mas afirmou que desde que observado o aumento nas notificações da doença iniciou uma série de ações de alerta nos municípios.
A doença se manifesta da forma mais grave em recém-nascidos, bebês e crianças, mas também pode atingir adolescentes e adultos, que por sua vez, podem apresentar os sintomas e transmitir para crianças.
“Há surto da doença espalhado em diversos municípios. A maioria dos casos está concentrada em bebês e crianças”, ressalta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Gilsa Rodrigues.
Como prevenção, a orientação é que a pessoa deve receber cinco doses da vacina até os seis anos de idade. A imunidade contra a doença dura por 10 anos, porém, para isso tem de estar com todo o esquema vacinal completo.
A coqueluche é causada por uma bactéria altamente contagiosa que é trasnmitida por meio de contato direto, tosse, espirro, eliminação de secreção, ao falar ou ao tocar objetos.
Os sinais e sintomas da coqueluche são as tosses persistentes, que podem durar várias semanas. É muito comum também vômito após a tosse. Pode haver ainda presença de febre leve, coriza, mal-estar geral.
A Sesa entrou em contato com as vigilâncias epidemiológicas dos 78 municípios capixabas para esclarecer sobre a coqueluche, encaminhando notas técnicas também para o Conselho Regional de Medicina (CRM) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

