A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vem alertando para o aumento expressivo de casos de coqueluche no Estado neste ano. A doença já está sendo considerada uma epidemia. Somente em 2012, até esta quarta-feira (19), foram registrados 495 casos da doença e nove mortes, contra 101 casos em 2011, quando houve apenas uma morte.
A principal característica da doença é a tosse seca persistente, surtos de tosse, vômitos pós-tosse e febre baixa. O alerta é para que as pessoas que apresentem um desses sintomas procurem atendimento médico.
Dos 78 municípios do Estado, 61 já notificaram a doença, que se apresenta na forma mais grave na população mais nova. Todas as mortes decorrentes de coqueluche em 2012 atingiram bebês menores de seis meses. No caso de adultos, a atenção precisa ser redobrada, já que apesar de a doença se apresentar de forma mais benigna, os adultos acabam sendo vetor de transmissão aos mais novos, que ainda não têm imunidade plenamente constituída e passam ser mais vulneráveis à doença.
A bactéria transmissora da coqueluche é extremamente contagiosa e a transmissão se dá por meio de contato direto, tosse, espirro, eliminação de secreção ao falar ou ao tocar em objetos. O período de contágio se estende por cinco dias após o contato com o doente e até três semanas após o início dos acessos de tosse. A possibilidade de contágio pode ser diminuída pela correta higienização das mãos e por evitar contato com pessoas com suspeita da doença.
Em 2010 foram registrados apenas 14 casos de coqueluche no Estado, com uma morte. Já em 2009, foram 41 casos com duas mortes e em 2008 foram 97 casos e nenhuma morte foi registrada.