Terça, 21 Setembro 2021

Governo convoca municípios a realizarem mutirões de vacinação no feriadão

vacinas_covid_secom Secom

O governo do Estado convocou os municípios capixabas a realizarem um mutirão de vacinação neste feriadão de Corpus Christi. A informação é do subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, transmitida durante coletiva realizada nesta terça-feira (1) ao lado do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

A expectativa é de recebimento, nas próximas 48 horas, de 123 mil doses da AstraZeneca e de 12,8 mil da Pfizer. Ambas serão distribuídas a todos os municípios a partir desta semana, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou o tempo de armazenamento da Pfizer nas chamadas câmaras científicas, a temperaturas entre 2ºC e 8ºC, por um mês. Inicialmente, apenas a Capital oferecia condições de armazenamento do imunizante, por deter equipamentos de resfriamento em temperaturas abaixo de zero.

Ao longo do mês de junho, o Ministério da Saúde espera receber 12 milhões de doses da Pfizer e 21 milhões de outros fabricantes. Para o Espírito Santo, os lotes semanais correspondem sempre a cerca de 2% do total do país, o que deve resultar em 660 mil doses até o final do mês e do primeiro semestre do ano.

Com esse total previsto, destacou Nésio Fernandes, "será possível avançar bastante não só com os grupos prioritários, mas também na vacinação por idade". Essa nova etapa da vacinação, por grupos etários, independentemente de comorbidades ou outras prioridades, deve acontecer em todos os municípios capixabas, salientou o gestor. Começando nesta semana com o grupo de 55 a 59 anos.

"Além da celeridade, [essa ampliação] permitirá que vacinemos a população trabalhadora, em atividade econômica, que viveu nesse período de pandemia sob grande risco por ter mantido suas atividades sociais e laborais", sublinhou. "É um novo momento da vacinação contra a Covid-19 em todo o território brasileiro", celebrou.

Doses pendentes de Coronavac

Com relação à Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, a expectativa é de que o atraso na produção, decorrente da falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) vindo da China, seja resolvido até o dia 15 de junho. No Espírito Santo, são cerca de 51 mil doses pendentes, em pessoas que já receberam a D1 e aguardam a D2 para concluir o sistema vacinal.

Sobre uma possível terceira dose de Coronavac, para aumentar a proteção imunológica, Nésio Fernandes informou que ainda não há consenso entre a comunidade científica sobre a real necessidade e viabilidade. "Mas a maior parte das avaliações aponta eficácia satisfatória da vacina [com duas doses apenas] na população idosa, que também será beneficiada à medida que se amplia a vacinação em amplas faixas da população".

Por outro lado, complementou, "é possível que no futuro todas as vacinas tenham que ter doses de reforço de acordo com os estudos que irão indicar o momento oportuno".

No futuro também, prevê o gestor, "será tratado o tema da intercambialidade de fabricantes, da mudança de um esquema de vacinação com diferentes fabricantes, para fazer reforço com vacinas que serão desenvolvidas no futuro, com atualização de cepa. No entanto, no Brasil ainda não está estabelecida a medida de terceira dose de reforço da Coronavac nem nenhuma outra", até porque "todas as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são seguras e eficazes e terão uma repercussão social ampla na medida que a cobertura alcance um patamar maior da população", afirmou.

Nesse sentido, Reblin destacou a experiência bem-sucedida do município de Serrana, em São Paulo, que imunizou 75% da população alvo do estudo com a Coronavac e, assim, "o controle da doença se estabeleceu na cidade".

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