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Sábado, 15 Mai 2021

Levantamento aponta escassez de insumos em hospitais do Espírito Santo

hospital_meridional_CreditosMeridional Divulgação/Meridional

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) divulgou um levantamento feito com seus 88 afiliados no qual mostra que a maioria deles está com escassez de insumos essenciais para o atendimento aos pacientes acometidos pela Covid-19, como oxigênio, anestésicos e medicamentos para intubação. Embora o levantamento não informe os nomes dos hospitais, apenas as cidades onde estão localizados, as informações apontam para o Hospital Meridional, em Cariacica, uma vez que é o único associado da entidade no município.

O problema também ocorre na Serra, onde a Anahp agrega o Vitória Apart Hospital e o Metropolitano, este último pertence à Rede Meridional. O Vitória Apart Hospital foi procurado por Século Diário para relatar a situação, mas não se posicionou até o fechamento desta matéria.

A Associação Nacional de Hospitais Privados afirma que, em Cariacica e na Serra, há um estoque de analgésicos inferior ou igual a cinco dias, juntamente com hospitais de outras 23 cidades brasileiras, entre elas, Atibaia (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Bento Gonçalves (RS), Blumenau (SC), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Ipatinga (MG), Joao Pessoa (PB) e Niterói (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP).

O hospital de Cariacica é citado também entre os que estão com escassez de medicamentos que compõem o chamado "kit intubação", como anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares. 

Ainda segundo a Anahp, instituições de Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Blumenau (SC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) estão com abastecimento crítico de oxigênio, sendo que 62,5% responderam que estão com estoque de até uma semana. Em relação à disponibilidade de ventiladores para atender à demanda, nove das 88 instituições afirmaram que não possuem equipamentos suficientes.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados, os associados definiram a estratégia de acesso e estão realizando importações extraordinárias dos produtos em falta, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou procedimentos administrativos de modo a permitir as importações no menor tempo possível.

O levantamento, segundo a entidade, é feito constantemente entre os associados, com o intuito de identificar aqueles que apresentam cenários mais graves em relação à falta de insumos. Assim, explica a Anahp, é possível informar o Ministério da Saúde sobre o desabastecimento dos insumos.


Procurada, a
Rede Meridional informou que, assim como "toda a rede hospitalar pública e privada do Brasil diante do cenário de pandemia instalado, encontra-se com aumento do consumo de insumos hospitalares acima da média normal". Entretanto, afirma, "apresenta estoques em níveis confortáveis para garantir a regularidade do tratamento de seus pacientes". E acrescenta: "estamos nos conduzindo de forma atenta e atuante na tomada das medidas necessárias para que a manutenção dos estoques se perpetue em números adequados até o fim deste difícil período".

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