Sábado, 27 Novembro 2021

Mais de 40% dos internados por Covid-19 não tomaram a primeira dose da vacina

rovena-rosa-hospital_de_campanha_covid-19_complexo_esportivo_do_ibirapuera2904200182 Rovena Rosa/ABr

Em pronunciamento realizado na tarde desta terça-feira (5), o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, informou que 42% dos pacientes internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria do Espírito Santo não tomaram nem ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O gestor aponta ainda interrupção da queda das internações, que é de 263 pacientes por dia.

O secretário afirma que os não vacinados correspondem a menos de 10% da população adulta capixaba. "Esse percentual pressiona a rede hospitalar e quase metade da solicitação de leitos", diz Nésio.

Ele destaca que o Espírito Santo vive um cenário em que a maioria dos municípios conta com livre demanda de oferta de vacina, disponibilizada inclusive em alguns terminais urbanos.

Para o secretário, não é "aceitável" que não haja adesão plena à imunização. "Não há razão científica, humana, moral para a pessoa não aderir à vacinação", defende.

O gestor também informou que cerca de 25 mil idosos ainda não compareceram para tomar a dose de reforço e que, entre a população adulta capixaba, mais de 90% está vacinada com pelo menos a primeira dose contra a Covid-19.

Viana Vacinada

O Projeto Viana Vacinada, que busca comprovar a segurança e eficácia da aplicação de apenas meia dose da AstraZeneca (Fiocruz), mantendo o formato de duas aplicações dentro de um intervalo de doze semanas, conforme aponta o secretário, está chegando nas conclusões preliminares da fase dois.  O estudo imunizou toda a população de 18 a 49 anos do município, localizado na Grande Vitória.

De acordo com Nésio, a pesquisa aponta 90% de imunogenicidade entre os participantes. Ele acredita que o resultado pode animar as pessoas que não voltaram para a segunda dose a retornar.

Os dados serão apresentados para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda este mês. O secretário afirma que trata-se do "maior estudo mundial de meia dose de imunizante contra Covid-19" e que ainda há possibilidades de o reforço também ser dado em meia dose.

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