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Quarta, 03 Março 2021

Ocupação de leitos de UTI passa de 85% da disponibilidade atual

leito_uti_covid_secom Secom
Reprodução

O Painel Covid-19 registrou, nesta segunda-feira (23), que a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chegou a 85,14% da disponibilidade atual e a 50,49% da disponibilidade expandida, após a reconversão de parte dos leitos para outras enfermidades. Os índices são os piores desde julho. 

Mantida essa ocupação superior a 50%, a Matriz de Risco do governo do Estado implica em mudanças mais acentuadas na classificação de risco dos municípios. 

Em pronunciamento na última sexta-feira (20), para anunciar o 32º Mapa de Risco, vigente até o próximo domingo (29), o governador Renato Casagrande (PSB) fez o aleta: "Quando chega em 50%, mais municípios serão enquadrados e classificados em risco moderado e alguns talvez até em risco alto".

Atualmente, 73 municípios estão em risco baixo (cor verde no mapa) e cinco estão em risco moderado (amarelo), três deles na região metropolitana: Vitória, Viana, Cariacica, Ecoporanga e Barra de São Francisco, os dois últimos na região noroeste.

Nas divulgações do Consórcio Nacional de Veículos de Imprensa, no entanto, o Espírito Santo aparece em cor vermelha com frequência, pois é considerada a disponibilidade atual de UTI para a Covid-19, que é de 424 leitos, pouco mais da metade da expandida, de 715.

Reconversão

A reconversão de leitos exclusivos para Covid-19 para outras enfermidades teve início em agosto, quando a taxa de ocupação ficou abaixo de 70%. O governo do Estado afirma que, caso sejam necessários, esses leitos podem novamente acolher pacientes da pandemia, pois estão prontos para tal.

Ocorre que, com as flexibilizações de atividades econômicas e sociais e a maior interação de pessoas, a procura por internações para casos de outras doenças respiratórias, de violência e acidentes, por exemplo, aumentaram.
No início do mês, esse aumento levou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a inaugurar mais um quantitativo de leitos de UTI, de forma a garantir o isolamento dos pacientes suspeitos e confirmados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

"O Espírito Santo e o Brasil vivem um contexto de quádrupla carga de doenças coexistindo na rede assistencial, tanto na rede pública quanto na rede privada", disse o secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento no dia quatro de novembro. No primeiro grupo, elencou o secretário, estão as doenças infecciosas que já eram endêmicas, como a tuberculose, as doenças virais de unidades pediátricas, as doenças nutricionais e metabólicas. No segundo, as de causas externas, como acidentes e violência, que também afligem o sistema de saúde. A pandemia de Covid-19 compõe um terceiro tipo de pressão; e no quarto grupo, as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Painel Covid-19

O Painel registra, nesta segunda-feira, 179.517 pessoas confirmadas com a infecção e 4.149 mortos pela doença no Espírito Santo. Outras 166.193 estão curadas e 156.623 suspeitas.

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