Quinta, 11 Agosto 2022

Vacinação da faixa de 55 a 59 anos sem comorbidades começará na próxima semana

covid_helio_filho_secom8 Hélio Filho/Secom

O Espírito Santo começará a vacinar contra a Covid-19 as pessoas que não possuem comorbidades nem pertencem a outros grupos prioritários a partir da próxima semana, avançado por grupos etários, a começar pelo de 55 a 59 anos.

A medida se tornou possível a partir da autorização dada pelo Ministério da Saúde nessa quinta-feira (27), atendendo a pedido do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

No Estado, uma Resolução da Comissão Tripartite a ser publicada nesta sexta-feira (28) irá detalhar o funcionamento desta etapa da campanha, que deverá ocorrer simultaneamente à imunização dos grupos prioritários, sendo necessário concluir a aplicação da primeira dose nas pessoas com comorbidades.

Em solenidade que marcou o início da imunização dos trabalhadores portuários e aeroportuários, nesta sexta-feira (28), o governador Renato Casagrande ressaltou que "temos um número pequeno de pessoas com comorbidades que ainda não tomaram a primeira dose", o que atende à determinação da comissão tripartite para ampliar o espectro da população que passará a ser imunizada.

Os próximos lotes de doses de imunizantes serão então divididos em três partes. Os primeiros 10% irão para a reserva técnica (aumentou de 5% para 10% das doses semanais) para aplicação nos grupos específicos, como os trabalhadores de categorias e setores prioritários.

O restante será dividido em dois: 20% será para mais grupos prioritários e 80% para o restante da população, que será alcançada a partir de sua faixa etária.

O governador salientou que, nessa nova etapa, também será possível acelerar a vacinação dos grupos prioritários de trabalhadores. "Começamos com profissionais de segurança, depois professores, já vacinamos todos os da segurança e até meados de junho os professores com a primeira dose. Nesta semana começamos com os profissionais do sistema socioeducativo e do transporte rodoviário, além das pessoas em situação de rua. E agora, os portuários e aeroportuários".

Alta transmissão

Durante a solenidade, Casagrande disse também que os indicadores da pandemia mostram uma situação de estabilidade, porém em um patamar ainda muito elevado e com a taxa de transmissão (Rt) voltando a passar de 1, o que indica transmissão exponencial.

"O número de pessoas com contaminação ativa é muito alto, a taxa de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em torno de 70% e número de óbitos, em torno de 31 na média móvel de 14 dias", relatou.

"A estabilidade é uma notícia que precisa ser acompanhada com muita cautela por nós, pedindo muita atenção das pessoas", orientou.

Variante indiana

Ainda durante o evento, o governador informou sobre o monitoramento que está sendo feito dos passageiros oriundos da Índia. Dos três, um deles foi confirmado com Covid-19 e o material de análise foi enviado para a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) para detectar se o vírus tem alguma variante e qual seria.

"O governo do Estado, junto com o município, isolou o hotel onde essas pessoas estão, estamos identificando e contatando com quem elas tiveram contato pra fazer toda a testagem e isolamento para evitar qualquer contágio com a variante indiana", relatou.

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, informou que o hotel onde as três pessoas estão está totalmente isolado e todas as 94 pessoas estão sendo testadas com RT-PCRF e monitoradas.

"O hotel não recebe mais clientes, tinha um evento previsto e foi cancelado. As pessoas que estão hospedadas só irão sair com autorização das autoridades sanitárias. São 52 hóspedes adultos e cinco crianças, e 37 trabalhadores".

"Todas as medidas foram tomadas de pronto. Não há motivo pra criarmos situação de excepcionalidade. Estamos dentro dos padrões, com todas as providências tomadas", assegurou Reblin.

Casagrande ressaltou ainda a preocupação do governo do Estado em aumentar o controle do fluxo de pessoas nos portos e aeroportos. "Vamos avaliar se é possível tomarmos algumas medidas nos portos e aeroportos, independente do governo federal, ver o que é possível fazer, junto com as entidades, para diminuir o risco de contágio por variantes. Se a gente puder fazer isso juntos, será importante".

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