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Sábado, 28 Novembro 2020

'Vacinação será feita nos estados de forma igualitária', garante Casagrande

renato_casagrande_sorrindo_camisa_azul_secom Secom

Entre a boa expectativa da vacinação brasileira e a segunda onda nos Estados Unidos e Europa, o capixaba deve manter os cuidados de distanciamento e higienização até a imunidade de rebanho ser uma realidade e os governos estaduais e federal devem reforçar a compra de insumos para o tratamento dos pacientes da Covid-19. 

O anúncio sobre a vacina foi feito na tarde desta terça-feira (20) pelo governador Renato Casagrande (PSB), após reunião entre os governadores e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. "O ministro anunciou que coordenará o plano nacional de imunização junto com estados e municípios e irá adquirir todas as vacinas que estiverem disponíveis, inclusive a que o Butantan está coordenando sua produção no Brasil, além daquela que a Fiocruz também está coordenando. Então nós já poderemos ter vacinas a partir de janeiro", disse Casagrande, em vídeo. 

"O Butantan poderá produzir 46 milhões de doses, pra que o ministério, junto com estados e municípios, possa ofertar de forma igualitária o acesso à vacina e nós nos libertamos do vírus", acentuou. "Essa coordenação é fundamental entre os entes da federação para que a gente dê o mesmo tratamento a todos os brasileiros", comemorou o governador. 

Para a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, a previsão de vacinação no primeiro semestre de 2021, mesmo que após o mês de janeiro, traz um alento extra, que é permitir que pelo menos uma parcela significativa da população esteja imunizada caso uma segunda onda de fato aconteça no Brasil e no Espírito Santo.

A vacina, ressalta, vai ser distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os primeiros a serem imunizados serão as pessoas de grupos de risco. No dia nove de outubro o governo federal estabeleceu um comitê de especialistas para analisar quais serão as etapas dos grupos prioritários. Os nove mil voluntários que estão testando a vacina consistem em profissionais de saúde entre 18 e 59 anos de idade. Esse público deve estar entre os primeiros a serem imunizados, seguidos de pessoas com comorbidades e idosos, analisa a epidemiologista.

A princípio, a vacina deve requerer duas doses para concluir a imunização, a serem ministradas num intervalo de dois meses. "Se a gente tiver segunda onda, será no próximo outono-inverno. Então, considerando que tudo dê certo, a nossa segunda onda, se houver, acredito que será após a vacinação de uma parcela importante da população e a gente vai conseguir enfrentar melhor", expõe.

Os Estados Unidos e Europa, ao contrário, estão vivendo agora uma segunda onda, sem tratamento específico e vacina, e com as temperaturas caindo, em pleno outono, podendo talvez avançar até o inverno.

Mais insumos

"Com essa segunda onda começa de novo a procura por EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] e medicamentos", afirma Ethel, ecoando o alerta feito nesta terça-feira (20) pelo neurocientista e professor catedrático da Universidade de Duke (EUA) Miguel Nicolelis, que coordena o Comitê Científico do Consórcio Nordeste para a Covid-19, em entrevista para o jornal O Globo.

"O alerta é importante para rever as nossas compras", reforça Ethel, explicando que pode ter havido uma diminuição dos estoques de governos e prefeituras, imaginando que não haveria uma demanda maior. "Isso pode provocar uma escassez novamente, como no início do ano, de insumos para diagnósticos, EPIs e medicamentos. Principalmente agora que voltamos a fazer as cirurgias eletivas, que usam os mesmos medicamentos para sedação usados pra Covid-19", explica.

Manter os cuidados

Assim, continua válida a recomendação para manter os cuidados com distanciamento social e higiene das mãos. "Os países com a segunda onda estão tendo mesmos casos que nós, que estamos na primeira ainda. Estamos mantendo um número de casos muito alto, o que reflete em casos mais graves, que evoluem para uso de ventilação mecânica", compara. 

O Painel Covid-19 confirmou, nas últimas 24 horas, 818 casos e 12 óbitos, totalizando, até o momento, 146.233 casos confirmados e 3.740 mortes pela doença no Espírito Santo.

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