Terça, 09 Agosto 2022

Cerca de 1,7 mil armas de fogo foram apreendidas no Estado até maio de 2022

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As polícias Civil e Militar apreenderam cerca de 1,7 mil armas de fogo no Espírito Santo até maio de 2022. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (6), durante apresentação do relatório Modelo Integrado de Controle de Armas de Fogo, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) em parceria com o Instituto Sou da Paz.

Em 2021, o número de armas apreendidas foi de cerca de 4 mil. Em 2010, ano que antecedeu criação do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, 2,8 mil. Quando Renato Casagrande (PSB) assumiu seu primeiro mandato no Anchieta, em 2011, esse número foi de 3,2 mil. Em 2012, 2013 e 2014, os índices foram, respectivamente, de 3, 6 mil, 4,2 mil e 4,2 mil. O secretário de Estado de Governo, Álvaro Duboc, atribui o maior número de apreensões ao programa.

Com o início do novo mandato de Paulo Hartung, em 2015, e a desativação do Estado Presente, o número de armas apreendidas foi reduzido. Neste ano, foram 4,1 mil. Nos anos seguintes, de 3,7 mil (2016); 3,1 mil (2017) e 2,9 mil (2018). No ano de 2019, Renato Casagrande retorna para a gestão estadual e o programa é rearticulado. Álvaro destaca que, nesse período, a quantidade de armas apreendidas voltou a subir, sendo de 3,3 mil (2019); 3,9 mil (2020) e 4 mil (2021).

Além disso, o secretário estadual de Segurança Pública, Marcio Celante Weolffel, informou que em 2021 foram registrados 1.060 homicídios. Em 2020, 1.107. De acordo com ele, 80% desse tipo de crime são praticados com armas de fogo, sendo 30% delas legais, que podem ter sido furtadas, roubadas ou repassadas para outras pessoas. Entretanto, esse número pode ser maior, já que não é possível identificar a procedência de todas elas.

Por meio do relatório Modelo Integrado de Controle de Armas de Fogo, foram mostrados dados referentes a 2018 e 2019. Somando dados desses dois anos, evidencia-se que 81% das armas apreendidas e periciadas no Espírito Santo são industriais, 15% artesanais, 4% de pressão, e 0,3% de simulacro. Conforme consta no documento, "os dados referendaram a percepção de que as armas de fabricação artesanal são um problema importante e crescente no Estado".

Quanto às armas desviadas para o mercado ilegal entre janeiro de 2018 e junho de 2020, 64% foram furtadas; 23% roubadas; 13% extraviadas; 11,5% recuperadas, ou seja, apreendidas após o desvio dentro do mesmo período de 30 meses. O tempo médio de recuperação foi de cinco meses e 57% dos locais de recuperação foram em outra cidade.

"A análise das dinâmicas de migração das armas legais para o mercado ilegal se mostra cada vez mais necessária. Entre as 531 armas registradas como furtadas, roubadas e extraviadas ao longo de 30 meses, apenas 11,5% foram recuperadas e o tempo médio até essa recuperação foi de 5 meses. Das armas recuperadas, 57% estavam em outras cidades, apontando para fluxos importantes de circulação intraestadual", diz o relatório.

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