Terça, 25 Junho 2024

Crime do sindicalista: executor dá entrada em hospital e foge

Crime do sindicalista: executor dá entrada em hospital e foge

A fuga do detento Diego Ribeiro Nascimento do Hospital São Camilo, em Aracruz (norte do Estado), provocou uma corrida em busca do acusado de ser um dos executores do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, assassinado em Conceição da Barra (norte do Estado), em julho de 2010. Diego fugiu depois de ter dado entrada no hospital com quadro de infecção urinária. 

 
O agente responsável pela escolta do preso prestou quatro depoimentos com versões diferentes sobre a fuga e informações dão conta de que o detento não estava algemado no momento da fuga. 
 
Duas equipes da Polícia Civil foram destacadas para as buscas ao foragido, que foi para o interior do município. Durante as investigações a respeito da fuga, os policiais descobriram que Diego teria passado por um bar em Aracruz, que também funciona como boca de fumo, ligada às pessoas relacionadas ao crime. Além disso, o dono de um bar da região disse que ouviu do foragido que ele estava a caminho de Conceição da Barra. 
 
O atual prefeito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), foi denunciado pelo mando na morte do sindicalista. Em 18 de julho deste ano, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) que aponta Donati como o mandante do crime do sindicalista. Donati foi acusado de homicídio qualificado.
 
Edson Barcelos foi sequestrado quando deixava a sua casa em Conceição da Barra, no dia 5 de julho. O sindicalista foi encontrado morto, no dia seguinte, com sinais de execução, em meio a uma plantação de eucaliptos nas imediações do município barrense. No local, teve os pés e as mãos amarradas, os olhos vendados e a boca amordaçada. Sem chances de defesa, a vítima foi morta com um tiro na testa.
 
O foragido Diego Ribeiro Nascimento, acusado de ser um dos executores, em depoimento à Polícia Civil, confessou que foi contratado por intermédio de Oséias Oliveira da Costa para matar o sindicalista, pela quantia de R$ 7 mil, “a mando de um peixe grande que chamava Jorge Donati”. O outro investigado pela autoria do crime é Rodolpho Nascimento do Amaral Ferreira.
 
Após matarem o sindicalista, os dois pistoleiros teriam seguido para o município de Aracruz para se livrar do carro da vítima. O corpo foi “desovado” em local ermo e eles atearam fogo no Santana do sindicalista, para dificultar as investigações da polícia.
 
As duas armas utilizadas no crime, segundo a denúncia do MPES, foram fornecidas por Janes Antônio de Almeida e Rondinelli Ribeiro do Nascimento Amaral.
 
Donati fora preso preventivamente no final do ano passado e em janeiro deste ano acusado de envolvimento no crime. A segunda prisão de Donati foi motivada pela morte de uma das testemunhas do crime do sindicalista, Mateus Ribeiro dos Santos, o Mateusão, que foi executado em Linhares, após denunciar que o prefeito de Conceição da Barra estava envolvido com o crime. 

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