Terça, 21 Mai 2024

Ministério dos Povos Indígenas acompanha desaparecimento em Aracruz

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Arquivo Pessoal

O Ministério dos Povos Indígenas passou a acompanhar as investigações a respeito do desaparecimento dos dois jovens Tupinikim da aldeia Caieiras Velha, em Aracruz, norte do Estado. Em ofício encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), a ministra Sonia Guajajara solicita informações ao secretário, coronel Alexandre Ramalho, relacionadas às diligências realizadas e em andamento, bem como envio de documentos referentes ao caso (Processo nº 15000.102215/2023-36).

O documento cita trechos do Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelas mães dos dois jovens na Delegacia de Aracruz e ressalta a necessidade de amparar a família em seu sofrimento. "Dada a angústia de não se ter notícia do paradeiro dos dois mesmo após transcorridos tantos dias e também no intuito de contribuir com as investigações, os familiares iniciaram buscas por conta própria e localizaram, abandonada num matagal, a moto que ambos utilizaram para sair de casa, tendo-a entregue à autoridade policial local, juntamente com dados acerca da localização dos dois celulares, obtidos a partir de aplicativo de rastreamento", destaca.

O pedido é para que a Sesp "envie ao Ministério dos Povos Indígenas informações acerca das diligências até então empreendidas e da situação atual das investigações". Sonia Guajajara também afirma que o MPI está "à disposição para auxiliar no contato com os parentes dos indígenas e com eventuais outras providências cabíveis para auxiliar no deslinde dos fatos".

Demanda por Século Diaário, a pasta estadual diz que informou sobre o ofício ministerial à "autoridade policial que realiza a investigação" e reforçou posição já manifestada pela Polícia Civil sobre o trabalho. "As medidas cabíveis estão sendo tomadas [e] a investigação em andamento por parte da Polícia Civil, no sentido de elucidar o desaparecimento e dar a resposta, o quanto antes, sobre o que houve com os dois indivíduos desaparecidos".

Os jovens se chamam Gregori Vieira Felipe Sezarino e Silas Elon Nunes Vicente e foram vistos pela família pela última vez no dia 25 de julho, completando dez dias do desaparecimento. Século Diário teve acesso ao relato feito pelas mães dos dois e pela esposa de Gregori – respectivamente: Lucimar Vieira Felipe, Edmilda Bento Nunes Pajehú e Gislaine Nunes Oliveira – à Coordenação Técnica Local (CTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Aracruz.

No relato, a mãe de Gregori afirma que "só quer ter o corpo do filho de volta, apesar de ainda ter fé que eles estejam vivos". A Coordenação Local prepara um documento oficial sobre o caso a ser enviada para a presidência do órgão em Brasília, bem como para o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e à Ouvidoria da Polícia Civil do Espírito Santo.

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