Estes telefones funcionavam como uma “linha direta” entre os moradores e os policiais que faziam o policiamento ostensivo nos bairros. Agora, para reportar crimes ou atividades suspeitas, os moradores precisam ligar para o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), no número 190.
A mesma situação ocorreu no início deste ano – e do atual mandato de Hartung – quando 54% dos smartphones utilizados pelas equipes da Polícia Militar que atuam nos bairros foram recolhidos, o que equivale a cerca de 800 aparelhos.
Os aparelhos eram destinados a policiais que faziam policiamento a pé, de bicicleta ou a cavalo e serviam para que os PMs acessassem o banco de dados da Sesp para verificar dados dos cidadãos. Os telefones complementavam o serviço das viaturas, que já são dotadas de computador de bordo.
Os telefones foram adquiridos no ano de 2013, pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB) para reforçar o aparato de segurança de policiais que fazem o serviço fora das viaturas. André Garcia também era o secretário na época e chegou a declarar para a imprensa que para que seja reduzida a violência é essencial que sejam contratados policiais e que seja feito investimento em tecnologia.
Na época o secretário também declarou que o fato de os policiais estarem conectados e interligados à base e ao banco de dados proporcionaria mais agilidade à polícia, reduzindo a impunidade. O mesmo secretário que enalteceu o uso os aparelhos é o que determina a retirada deles de circulação.
Além disso, o uso do smartphone aproximava as comunidades das equipes que faziam o policiamento em cada região. Os crimes ocorridos nos bairros poderiam ser reportados diretamente aos policiais que atuavam nas comunidades, desafogando, assim, a rede Ciodes.

