
O Fórum das Entidades do Serviço Público (Fespes) promoveu na manhã desta quarta-feira (8) a assembleia geral unificada de todas as categorias do funcionalismo do Estado. O ato público teve adesão em massa de servidores que deliberaram a realização de uma nova assembleia em 23 de julho. Caso o governo não dê resposta às demandas dos servidores, vai ser proposta a deflagração de uma greve geral.
Na sexta-feira (10), os representantes do Fórum têm uma reunião com o governo. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES), Haylson de Oliveira, o governo Paulo Hartung (PMDB) repete o discurso de que o Estado está quebrado, mas não fala dos benefícios ofertados aos empresários, na forma de isenção de impostos ou das benesses para a magistratura e membros do Ministério Público Estadual.
A assembleia foi iniciada por volta das 11 horas, com as falas dos representantes das categorias presentes. Perto do meio-dia, os servidores saíram em passeata pela Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa para o encerramento do ato público em frente à Casa e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Na assembleia, ele lembrou que o Fespes entende que este é um governo de continuidade, por isso, o “chicote” no trabalhador é o mesmo. Ele salientou a importância de construir uma pauta unificada entre as categorias do funcionalismo que contemple a revisão anual dos salários; a definição de uma data-base; o reajuste do auxílio-alimentação; e a negociação permanente com os servidores, respeitando as demandas de cada categoria.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Sindienfermeiros-ES), Andressa Barcelos, ressaltou que a categoria não pode mais aceitar retrocessos, por isso a importância de organizar as categorias e ir à luta.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES), Jorge Emílio Leal, afirmou que para esta quinrta-feira (9) a categoria está convocada para uma concentração que vai acontecer em todo o Estado, sendo que em Vitória, para os policiais civis da Região Metropolitana, vai ser realizada na Chefatura de Polícia.
Ele lembrou que a Segurança Pública padece com os cortes promovidos pela gestão do governador Paulo Hartung, apontando que falta combustíveis nas viaturas, recursos humanos e concursos públicos – o último para o cargo de investigador foi realizado em 1993.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no Estado (Sindsaúde-ES), Geisa Pinheiro, também convocou os trabalhadores para uma paralisação pontual nesta quinta-feira. Durante todo o dia, só serão atendidos casos de urgência e emergência nas unidades de Saúde.

Assim como o os policiais civis e os profissionais da saúde, também serão paralisados nesta quarta-feira, em protesto, os serviços Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Prodest); Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf); e Instituto de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado (Idurb) também serão paralisados.
Apesar de o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) não ter enviado diretor para a assembleia, uma professora falou aos presentes no ato público. Ela disse que o governador Paulo Hartung não vai ter paz neste mandato, já que os servidores se uniram para reivindicar os direitos. Ela completou dizendo que a paz deve existir entre os servidores e a “guerra” deve ser declarada aos senhores, ou seja, àqueles que dominam os poderes.
Na mesma linha seguiu o presidente da Associação dos Servidores Públicos do MPES (Assempes), Vanderlei Cristo, que declarou que os servidores de todas as categorias e dos três poderes estão unidos e nenhuma deve ficar de fora, já que são todos desrespeitados. “Chega de descaso. Chega de um homem só tomando conta dos poderes”, disse ele.
Depois da assembleia, os servidores saíram em passeata da Praça do Papa, na Enseada do Suá, para a Assembleia Legislativa do Estado. As categorias entregaram para os chefes dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) um manifesto contendo as reivindicações dos servidores, acompanhado de um cacto, que simboliza o “abraço” – tema da campanha de Hartung – que os servidores não querem.
Compõem o Fespes a Associação dos Auditores do Controle Externo do Estado (Ascontrol); Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Estado (Sindaspes); Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepes); Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES); Sindicato dos Bancários (Sindibancários-ES); Sindicato dos Enfermeiros (Sindienfermeiros); Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização – TAF (Sindifiscal); Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijudiciário); Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos); Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes); Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados e Trabalhadores em Informática (Sindpd); Sindicato dos Psicólogos (Sindpsi); Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde); Sindicato dos Farmacêuticos (Sinfes); Associação de Cabos e Soldado da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACS-PMBM); Associação dos Servidores do Ministério Público do Estado (Assempes); Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiro Militar (Asses); e Associação dos Oficiais do Estado (Assomes).

