Quarta, 29 Junho 2022

Funcionários da Garoto cobram celeridade na efetivação de terceirizados

GarotoDivulgacao Divulgação.
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Trabalhadores da Chocolates Garoto, em Vila Velha, querem celeridade no cumprimento de direitos negociados com a Nestlé. Em comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação do Espírito Santo (Sindialimentação-ES), a entidade cobra um retorno oficial da empresa sobre a contratação direta de profissionais terceirizados, medida que já foi definida em um acordo coletivo dos trabalhadores, finalizado em março.

"Considerando o tempo decorrido desde o término das negociações, solicitamos aos representantes da Nestlé que nos informe sobre o cumprimento da cláusula quadragésima segunda do acordo coletivo 2021/2023. Solicitamos informações mais detalhadas sobre a quantidade de contratação direta e efetivação de terceirizados e o cronograma de contratações", cobra o Sindialimentação-ES. 

A redução da mão de obra terceirizada sempre foi uma reivindicação da categoria. A intensa negociação, comenta a presidente do sindicato, Linda Moraes, garantiu conquistas para esta Páscoa. "Atualmente, é toda terceirizada. Nós reivindicamos que a Nestlé garantisse que pelo menos 50% dos trabalhadores fossem efetivos", aponta.

Além do acordo específico para esse período do ano, os trabalhadores exigiram que fosse limitado a 20% o percentual de trabalhadores terceirizados na linha de produção sazonal. "Foi uma luta muito grande, porque a gente teve que remar contra a maré. Como a lei permite a terceirização, os empregadores acabam se aproveitando disso e gerando uma mão de obra que deprecia a classe trabalhadora", explica Linda.

Agora, os profissionais querem saber quando as medidas serão efetivadas. Nessa terça-feira (12), um ofício foi enviado à empresa solicitando as datas previstas para implementação das decisões. "O trabalhador tem pressa. A nossa reivindicação é que os terceirizados que estão trabalhando nesta Páscoa já sejam efetivados", declara Linda.

O sindicato considera essa decisão pela efetivação um avanço do último acordo coletivo que, ao longo do ano passado, foi motivo de embates intensos entre a categoria e os representantes patronais.

Um dos motivos foi o tíquete-alimentação, pauta que chegou a atrasar o fechamento do acordo coletivo 2020/2021. Mesmo com o aumento contínuo das vendas em 2021, a empresa queria reduzir em 50% o valor do benefício, afetando cerca de 1,2 mil trabalhadores.

Após uma mobilização acirrada contra as propostas apresentadas pela Nestlé, a categoria conseguiu fechar o acordo mantendo o valor total. "Foi uma vitória. Nos últimos tempos, tem sido uma luta muito grande garantir que direitos não sejam tirados dos trabalhadores", reforça Linda. 

Veja mais notícias sobre Sindicato.

 

Comentários: 2

Bruno Jorge Neri em Quinta, 21 Abril 2022 19:47

Uma vergonha uma empresa do porte da Nestlé, não cumprir com o que está aprovado em um Acordo Coletivo, ainda mais se tratando da melhoria dos direitos e benefícios dos trabalhadores, já que as terceirizações precarizam suas condições de trabalho!

Uma vergonha uma empresa do porte da Nestlé, não cumprir com o que está aprovado em um Acordo Coletivo, ainda mais se tratando da melhoria dos direitos e benefícios dos trabalhadores, já que as terceirizações precarizam suas condições de trabalho!
Gabriel simoes Martins Coelho em Quinta, 21 Abril 2022 22:25

Essa multinacional, só pensa em lucra as custas de mão de obra precarizada, porque e isso que está acontecendo com a terceirização dentro da multinacional, mas graças a luta do sindicato, conseguimos reduzir a porcentagem de terceiro, agora é cobrar e fiscalizar para que ela cumpra o que está no acordo coletivo, para que esses trabalhadores passem a ter os mesmos direitos dos efeitos, pq eles eram privados até de pegar o ônibus da empresa.

Essa multinacional, só pensa em lucra as custas de mão de obra precarizada, porque e isso que está acontecendo com a terceirização dentro da multinacional, mas graças a luta do sindicato, conseguimos reduzir a porcentagem de terceiro, agora é cobrar e fiscalizar para que ela cumpra o que está no acordo coletivo, para que esses trabalhadores passem a ter os mesmos direitos dos efeitos, pq eles eram privados até de pegar o ônibus da empresa.
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