Mesmo depois de suspender a paralisação, na quarta-feira (27), os servidores da saúde permanecem em estado de greve. O movimento paredista durou duas semanas e foi suspenso após a conquista de avanços nas reivindicações feitas ao governo.
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde-ES) conseguiu, depois de negociar com o governo, que os trabalhadores recebam, em janeiro de 2014, o pagamento da insalubridade com valor retroativo que não foi paga desde julho de 2012, em parcela única; que os trabalhadores do antigo Instituto Estadual de Saúde Pública (Iesp) não sejam excluídos da insalubridade, assim como os trabalhadores municipalizados; e que a insalubridade seja paga de acordo com a atividade do trabalhador e não de acordo com o cargo.
Uma comissão, com participação do Sindsaúde, terá de 90 a 120 dias para avaliar as atividades que terão direito à insalubridade. Isso será feito a partir de janeiro de 2014.
Além de cobrar o pagamento da insalubridade, os servidores também reivindicavam correções na modalidade salarial do subsídio; melhores condições de trabalho; salários dignos; fim dos assédios moral e sexual; fim da política de privatização dos hospitais públicos.
Como nem todos os pontos reivindicados foram garantidos, a categoria aprovou também a manutenção do estado de greve na Saúde. Eles já estavam em estado de greve antes mesmo da deflagração desta paralisação, definida pela assembleia do dia 07 de novembro.

