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Terça, 02 Março 2021

Presidente do Sindfer se compromete a abrir mão do salário de conselheiro

wagner_xavier2_sindifer_divulgacao Divulgação/ Sindfer

O presidente do Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer), Wagner Xavier, concorre à vaga de representação dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale. Um dos compromissos assumidos por ele é de que, caso seja eleito, irá abrir mão de sua remuneração em benefício das obras e ações sociais dos empregados que integram o programa Voluntariado Vale e do fortalecimento das lutas dos trabalhadores. A remuneração do último conselheiro, segundo o Sindfer, era maior que R$ 40 mil. Acredita-se que esse valor pode ser atualizado. 

As eleições acontecerão entre os dias nove e onze de fevereiro. Wagner defende que o dinheiro deve ser utilizado em benefício dos trabalhadores por meio de uma comissão formada pelos empregados para ajudar a fiscalizar e gerir os recursos. Para o dirigente, a vaga de conselheiro representante dos empregados foi uma conquista dos trabalhadores, e não uma oportunidade para dirigentes sindicais aumentarem seus ganhos financeiros e patrimoniais. "O salário do conselheiro é do trabalhador. E para ele deverá ser revertido", defende Wagner. 

Ele acredita que o aumento do salário do conselheiro que representa os trabalhadores deve ser por meio da luta coletiva. "O presidente de sindicato que quer individualmente aumentar o seu salário disputando o Conselho, que lute por um melhor acordo salarial para si e para os trabalhadores que representa. Qualquer coisa diferente disso, entra em conflito com o projeto coletivo defendido pela diretoria do Sindfer", finalizou Wagner, que é maquinista, tem 18 anos de empresa e nove de militância no movimento sindical. 

Wagner irá compor a chapa com Eduardo Pinto, candidato a suplente. Eduardo é ex-presidente e atual diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem), e representa os empregados da Vale no Maranhão. Os principais eixos da candidatura são fortalecimento da Ouvidoria, lutar por investimentos com geração de empregos, ampliação do teto da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nenhum direito a menos, combate à terceirização e fortalecimento das questões ligadas à saúde e segurança no trabalho. 

O Conselho de Administração da Vale é formado por 11 membros. Apenas um deles é eleito diretamente pelos trabalhadores. O mandato do conselheiro é de dois anos, com direito à reeleição. A representação dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale foi uma conquista dos dirigentes sindicais garantida no edital de privatização da empresa, em 1997.

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