Sexta, 19 Agosto 2022

'Sindiupes pela Base' realiza plenária sobre eleições e assembleia

'Sindiupes pela Base' realiza plenária sobre eleições e assembleia

O Coletivo Sindiupes pela Base realizará, no próximo sábado (28), uma plenária para refletir e debater sobre as eleições do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação do Espírito Santo (Sindiupes) e a Assembleia Geral das Redes, marcada para acontecer no próximo dia 10 de agosto, em Domingos Martins, região serrana do Estado.



O objetivo é impedir a “continuidade do golpe”, como o coletivo nomeia um processo iniciado há três anos. “A atual direção do Sindiupes já fez várias alterações no Estatuto da entidade, por isso, a gente fala que é a continuação do golpe. Antes, todas as deliberações tinham que ser apresentadas num congresso. Tinha que apresentar uma tese, com debate junto à base”, explica Ana Paula Rocha, do Coletivo.



“Há três anos eles deram o primeiro golpe”, conta a sindicalista, referindo-se a uma assembleia geral das redes realizada em São Mateus, norte do Estado. “Levaram só quem eles quiseram, não garantiram transporte para a categoria, e alteraram o estatuto, tirando do congresso o espaço máximo de deliberação, modificando a organização sindical, e várias outras coisas, engessando a diretoria e os espaços do sindicato”, relata.



“Agora novamente eles vão chamar esse fórum máximo pra Domingos Martins, sem garantir a participação da categoria”, alerta Ana Paula, ressaltando que não houve sequer uma divulgação da assembleia nas redes sociais do Sindicato. “Apenas um edital!”, protesta. “E com um agravante: eles vão fazer um encontro de aposentados dois dias antes”, informa. O encontro, explica, deve reunir 700 aposentados.



“Então esse encontro vai garantir o quórum deles, pra fazer as alterações, eleger a comissão eleitoral e quiçá, por exemplo, legalizar e instituir de novo o imposto sindical, que é a cobrança de um dia de trabalho compulsório de todos os trabalhadores”, antecipa.



A proposta do Coletivo, enfatiza, é de fazer do sindicato um instrumento democrático, que reflita a sua categoria. Por isso, a necessidade de que a próxima eleição seja a mais democrática possível.



“Que o sindicato seja retomado para as lutas da categoria!”, convoca Ana Paula, mencionando a necessidade de combater o arrocho salarial e uma série de pacotes que têm cada vez mais engessado o trabalho do professor nas escolas. “Os professores estão morrendo e o sindicato não se propõe a fazer os enfrentamentos necessários aos governos. A gente quer retomar a autonomia do sindicato, que o sindicato volte para as lutas!”, diz.

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