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Quinta, 22 Outubro 2020

Trabalhadores do INSS aderem à 'greve sanitária' no Estado

inss_antonio_cruz_agencia_brasil Antônio Cruz/Agência Brasil

Depois da ameaça de retorno da abertura das Agências da Previdência Social (APS) na próxima segunda-feira (3), os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) conseguiram uma vitória parcial, com o adiamento desta data para o dia 24 de agosto. A situação, porém, ainda é de preocupação. Em assembleia geral realizada de forma virtual pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado (Sindiprev-ES), foi aprovada a adesão da categoria à "greve sanitária" caso as agências sejam reabertas.

A chamada "greve sanitária", construída nacionalmente por meio da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenaps), estabelece que, caso seja decretado o retorno, que os trabalhadores hoje em atividades remota não voltem às agências. "Assim como a classe trabalhadora vem se adaptando em torno do trabalho remoto, do distanciamento social e do uso de máscaras, o movimento sindical vai ter que se adaptar a uma nova forma de se fazer greve. Em função da pandemia de Covid-19, a Fenasps chama o movimento de greve sanitária", apontou o Sindiprev-ES em nota.

Para mobilizar e informar a categoria, a federação nacional convocou para este sábado (1º) uma Plenária Nacional, que contará com participação de quatro delegados do Espírito Santo, definidos na última assembleia do Sindprev-ES.

Willian Aguiar Martins, diretor do Sindprev-ES, explica que todos os trabalhadores do INSS estão trabalhando de forma remota, realizando tarefas administrativas e atendimentos ao público por telefone e internet, inclusive tendo que cumprir metas. "Apesar de uma tendência entre queda e estabilização no Espírito Santo em relação à Covid, como saberemos se a situação estará realmente melhor até o dia 24? Também não temos informações sobre quais agências iriam reabrir", manifestou, alegando falta de transparência do INSS, que não repassa as informações solicitadas pelas entidades sindicais e trabalhadores em relação a Equipamentos de Proteção Individual (EPI's), protocolos para reabertura, treinamentos e outras questões.

O sindicato estima que, no Espírito Santo, a reaberturas da APS poderiam induzir à exposição de 14 mil pessoas que integram grupo de risco e recebem algum tipo de atendimento do INSS, como idosos e portadores de doenças. Willian aponta que os dados nacionais do Instituto apontam que 63% dos trabalhadores do setor estariam em grupos de risco e não poderiam retornar ao serviço, o que provocaria mais dificuldade de atendimento, gerando aglomerações nas agências.

A proposta da "greve sanitária" é de que os trabalhadores remotos que assim sejam mantidos por integrar grupo de risco mantenham as atividades, enquanto os servidores convocados ao retorno permaneçam em casa, em estado de greve.

Além das questões emergenciais por conta da pandemia, a categoria vem enfrentando uma série de ataques pelo Governo Federal, intensificados na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), com a política privatista capitaneada pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

"O ministro fica tentando aprovar propostas contra os servidores da União. Primeiro, quis falar para servidor ficar em casa e receber só 25%. Ele tentou ano passado, não deixamos. Neste ano, também quis reduzir por conta da pandemia. Não aceitamos. E vivemos num País que não tem imposto para o rico. Mas nós estamos na mira do Guedes. Para ele, nós temos que ser destruídos", declarou Moacir Lopes, diretor da Fenasps.

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