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Afago no eleitorado

Em meio a definições sobre candidatura ao governo, Magno Malta puxa novo protesto no Estado

Redes Sociais

O senador Magno Malta e o partido que comanda no Estado, o PL, vão colocar os bolsonaristas novamente nas ruas no próximo dia 1º, um domingo, ao meio-dia, para cumprir o mesmo trajeto de sempre: concentração no posto Moby Dick, em Vila Velha, para atravessar a Terceira Ponte até Vitória. A convocatória, que se espalha pelas redes sociais nesta quinta-feira (19), tem música “fora Lula, Moraes e Toffoli (caso Master)”, “acorda brasil”, “a Nação vai clamar”, e “a voz do povo não vai se calar”. Ocorre em meio a definições sobre um palanque ao governo do Estado representado pelo próprio Magno, após descolamento total do palanque do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que já iniciou namoro com outro lado, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB). O projeto encabeçado por Magno é defendido pelo presidenciável escalado pelos bolsonaristas, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), após a prisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem recebido visitas de pré-candidatos, em especial aos governos e ao Senado, que são a prioridade do grupo, para conceder aval às articulações nos estados. Matéria da Folha de S.Paulo diz que foram 25 convites até agora, e 17 deles já passaram pela Papudinha, em Brasília, com o mesmo objetivo. Magno aparece na lista como possível candidato ao governo, porém, teve a visita barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, por ter tentado entrar na prisão sem autorização. De todo jeito, a benção a ele já está garantida, como dizem os interlocutores. O contato direto com o eleitorado nessa nova configuração terá como protagonista, junto com Magno, sua filha Maguinha Malta, pré-candidata ao Senado, um projeto que parece irreversível. A evoluir o palanque ao Palácio Anchieta, a chapa fecharia com a dupla familiar, que já percorre seus redutos eleitorais há muito tempo e tem o carimbo da família Bolsonaro. Veremos os desfechos…

Plano B

A outra opção no núcleo bolsonarista, como já analisado aqui repetidas vezes, seria o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon – hoje no PSD. O nome é defendido por lideranças do partido, mas há também divisões, já que outro bloco acha que os quadros do PL atuais têm potenciais para erguer a candidatura, mesmo sem Magno.

Holofotes

O ato do dia 1º é nacional, tendo como ponto central a Avenida Paulista, em São Paulo. Por aqui, a chamada mostra imagens justamente de Magno e Maguinha, unidas a de protestos anteriores realizados nos mesmos trechos.

Em ação

Depois de rodar pelo interior, Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Arnaldinho Borgo (PSDB), prefeitos de Vitória e Vila Velha, fizeram a primeira aparição juntos no reduto do tucano, nessa quarta-feira (18). Foi no Convento da Penha, segundo publicação nas redes sociais, “para um momento de oração e reflexão”. Enquanto isso, o governador Renato Casagrande (PSB), que vivia por esses cantos com Arnaldinho, foi para Catedral de Vitória.

Em ação II

Nesta fase estratégica dos dois prefeitos, cuja união causou uma turbulência no mercado, quem virou o terceiro personagem oficial e está em absolutamente todos os eventos, é o deputado federal Evair de Melo (PP). Ele é oposição a Casagrande, entusiasta de uma aliança da superfederação UP com Pazolini, e mira numa pré-candidatura ao Senado.

‘Vigia’

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), que tem falado de “lealdade” e “gratidão” na política após a virada de lado de Arnaldinho, republicou em suas redes sociais “esclarecimentos” de lideranças políticas aliadas de Casagrande e que posaram para fotos ao lado dos dois jovens prefeitos no interior. Com o atual clima que predomina no mercado, as situações pegaram mal nos corredores do Palácio Anchieta.

‘Vigia II’

Um deles foi o prefeito de Mimoso do Sul, Peter Costa, que no ano passado anunciou sua saída do Republicanos, partido do prefeito de Vitória, devido a alinhamento com o projeto de sucessão de Casagrande, que tem como candidato o vice, Ricardo Ferraço (MDB). O movimento, na ocasião, fez parte de uma debandada, que reduziu as prefeituras sob domínio da legenda.

Tête-à-tête

O Carnaval do Centro de Vitória, como ocorre todo ano, movimenta a classe política que tem ligação e votos na região. Entre os que passaram por lá, distribuíram adesivos, sorrisos e tête-à-tête, estavam a deputada Camila Valadão (Psol), o deputado João Coser (PT), e os vereadores Karla Coser (PT), Ana Paula Rocha (Psol), Professor Jocelino (PT) e Pedro Trés (PSB).

Me engana…

A propósito, Pazolini é sempre omisso no Carnaval do Centro, um descaso absurdo e reincidente, mas o marketing rolou solto! O dinheiro que não investiu nos blocos, colocou para garantir ótimos produtos de divulgação para as redes sociais. Quem não conhece, que compre!

Nas redes

“O Carnaval de Vitória é patrimônio do povo, não mercadoria de gabinete. Tentaram burocratizar e vender, mas esqueceram de quem ocupa as ruas! A gente não pede licença pra festejar, a gente ocupa. Porque Carnaval de rua é resistência! (…)”. Camila Valadão, deputada estadual pelo Psol.

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