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‘Inferno astral’ no grupo de Casagrande: depois do “fator Arnaldinho”, a reação da UP

Lucas S.Costa/Ales

O grupo do governador Renato Casagrande (PSB) vive mesmo um “inferno astral”. Não bastasse o impacto da união entre o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), com o principal representante hoje da oposição, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), está de frente a outro abacaxi para descascar, que pode ter efeitos catastróficos para os planos de manutenção de poder deste ano. Refiro-me à reação imediata da poderosa superfederação União Progressista (UP) diante do anúncio do secretário estadual de Meio Ambiente e ex-deputado federal, Felipe Rigoni, de saída do União Brasil para se filiar ao PSB e tentar o retorno à Câmara dos Deputados. Embora tenha enfrentado problemas internos com a chegada do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, ao comando do partido, Rigoni era considerado peça-chave na composição de chapa, que tem o próprio Marcelo como um dos principais interessados. Isso porque, apesar de não ter assumido uma cadeira em 2022, alcançou votação nada desprezível de 63,3 mil. A insatisfação foi pontuada por meio de uma nota curta assinada justamente por Marcelo, avisando que a decisão não foi bem recebida pela superfederação, cobiçada por ter tempo de TV e recursos de campanha. O deputado fala ainda que “o União acompanha com atenção o movimento de desfiliação” e que “a política é construída a partir de sinais, gestos e, sobretudo, do compromisso coletivo com projetos maiores”. A situação acende mais um alerta no campo de Casagrande, que tem como candidato à sucessão o vice, Ricardo Ferraço (MDB). A UP, não é novidade, também tem relações com o lado de Pazolini, dualidade que sempre deixou em aberto a possibilidade de uma aliança, já temida antes pelo grupo de Casagrande, quem dirá agora. Como acertar esses ponteiros e fechar contrapartidas, para evitar mais problemas nas majoritárias, é o desafio da vez. O tempo corre…

Peças do jogo

Até que não se desenrole o cenário do Senado, a UP tem hoje três nomes com votos, além de Marcelo, os atuais deputados federais Da Vitória e Evair de Melo. Rigoni completaria esse pelotão de frente.

Peças do jogo II

Da Vitória e Evair de Melo se colocam, também, nas cotações ao Senado, só que em campos opostos. O primeiro em alinhamento com Casagrande, o outro com Pazolini. Nos dois casos, porém, há congestionamentos de nomes, situação que está em compasso de espera do fechamento das alianças.

Peças do jogo III

Na chapa de Ricardo Ferraço, a primeira vaga está reservada para o próprio Casagrande, e tem ainda o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB) e a senadora Rose de Freitas (MDB). Na outra, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), o vereador de Vitória Leonardo Monjardim (Novo) e o ex-governador Paulo Hartung (PSD) sempre na área, tentando confundir o mercado.

Contrapartidas

Marcelo Santos tem acordo firmado com Casagrande de aliança pelo União Brasil desde sua reeleição à presidência da Assembleia, com apoio do Palácio Anchieta, no início do ano passado. Em 2024, vale lembrar, o deputado apoiou e pediu votos para a reeleição de Pazolini. Na atual condição, de abalos à chapa federal e ainda ao seu projeto pessoal, tudo pode acontecer…

Rusgas

Notícias sobre a saída de Rigoni do União Brasil já rondam os bastidores políticos há meses, e o fato de envolver o partido de Casagrande incrementa o problema. O secretário estadual não queria entregar a presidência do partido para Marcelo, mas foi obrigado a renunciar após meses de discordâncias e risco de sofrer uma intervenção nacional. Como já parecia na época, Rigoni não digeriu tão bem assim.

‘Lealdade’

O anúncio do secretário foi feito nessa quarta-feira (11), alegando como ponto forte para a decisão a relação que tem com o prefeito de Recife, João Campos, presidente nacional do PSB, e com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). “Meu retorno ao PSB é fruto de muito diálogo e de lealdade política”, completou em nota.

Engatou de vez

Para melhorar o cenário no grupo de Casagrande, Arnaldinho e Pazolini, depois do Sambão do Povo e do encontro da Prefeitura de Vila Velha, colocaram nesta quinta-feira (12) o pé na estrada. Foram a Venda Nova do Imigrante, na região serrana. Ambos conhecidos apenas na região metropolitana, a estratégia do interior é obrigatória para as eleições deste ano.

Engatou de vez II

Juntos com os dois, mais uma vez, o deputado federal Evair de Melo, que sempre defendeu, publicamente, que a União Progressista rompesse os laços com o governador, para firmar aliança com a direita e centro direita, mais precisamente o palanque de Pazolini, que reúne outra perna importante, o PSD.

Nas redes

“(…) a união entre os poderes, o fortalecimento das parcerias e o compromisso com as pessoas são fundamentais para garantir mais investimentos, mais oportunidades e melhor qualidade de vida para a população. Política se faz com diálogo, responsabilidade, gratidão e lealdade. É assim que seguimos construindo soluções e fortalecendo ações que geram resultados concretos para os capixabas (…)”. Euclério Sampaio em almoço com Marcelo Santos e Casagrande, antes do anúncio de Rigoni.

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