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Aliança consumada

Renzo Vasconcelos rodou, rodou, mas acabou no único lugar possível: ao lado de Pazolini

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Divulgação

Como já era esperado no mercado político, até por contradições evidentes no campo oposto, o PSD fechou questão em torno do palanque ao governo do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). O anúncio foi feito pelo presidente estadual da legenda pelas redes sociais, nessa quarta-feira (1), depois dele próprio tentar protagonizar movimentos dúbios ao lado de Ricardo Ferraço (MDB), o candidato à sucessão de Renato Casagrande (PSB), que toma posse nesta quinta-feira (2). Renzo disse que, nos últimos meses, “se dedicou com afinco ao exercício da escuta”, mas segue dessa forma alinhamento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (SP). Exaltou que tem uma longa trajetória com Pazolini – “fomos deputados no mesmo período, nos tornamos prefeitos e, lado a lado da população, defendemos uma nova forma de fazer a gestão pública” -, e assim como tem feito o prefeito de Vitória, soltou frases como “renovação de ideais” e “novos tempos”. A legenda abriga o ex-governador Paulo Hartung, adversário da dupla Casagrande-Ricardo, e um dos principais entusiastas da candidatura de Pazolini. Com dinheiro e tempo de propaganda na TV e no rádio, virou peça essencial no palanque, que carece de outros partidos fortes – tem, por ora, o Novo. O que significa dizer que o PSD chega com espaço privilegiado na mesa para ocupar outros espaços, ainda congestionados, e urgentes para compensar as dificuldades nas proporcionais. Para o Senado, já anunciou, com o aval de Kassab, a candidatura do deputado estadual Sérgio Meneguelli, campeão de votos à Assembleia Legislativa em 2022. O desfecho dessa costura na chapa, mais do que nunca, é a pergunta da vez! Outro campo em debate é a vaga de vice. Como analisei aqui na coluna passada, o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon está na jogada, e se reuniu nesta semana com Pazolini. Mas, importante lembrar: Renzo tem o objetivo pessoal de acomodar bem a mulher, a médica Lívia Vasconcelos. Na falta de chapas competitivas, ela também entra nessa cotação. Quais casamentos sairão desse bolo, afinal?

Ajustes

O comunicado de Renzo ocorreu no mesmo dia da leitura da carta de renúncia de Pazolini na Câmara de Vitória, marcando sua consolidação na disputa, o que era dado como certo desde o ano passado. Os dois se reuniram para um café em Vitória, assim como Pazolini fez com Guerino na segunda-feira (30).

Caminhos

A primeira-dama de Colatina, que vai estrear em eleição, já foi colocada no campo da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa, definindo depois tentar a cadeira estadual. Acontece que o PSD enfrenta dificuldades para formar chapas. Se as articulações não avançarem nesse sentido, sobra a acomodação como vice, para não entrar em zona de risco.

Terrenos

Em ambos os casos, com ela ou Guerino, são nomes do interior, onde Pazolini é pouco conhecido e precisa dessa retaguarda. Lívia seria uma aposta de contar com o campo de Renzo e Serginho em Colatina e municípios vizinhos. Já Guerino acumula experiência de cinco mandatos à frente da Prefeitura de Linhares, um dos principais colégios eleitorais do Estado.

Na mira

Pazolini, vale lembrar, também tem o sonho de atrair o PL para o palanque, formando uma frente ampla de direita. Mas o partido segura as definições. No cenário atual, lideranças mantêm discursos de chapa própria e confetes em cima do senador Magno Malta como candidato ao governo. Mas…sei não! Na falta disso, uma aliança só ocorre se oferecer condições para Maguinha Malta disputar o Senado.

Retorno

Na Assembleia, o deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB) reassumiu o mandato nessa quarta-feira, para disputar a Câmara Federal. O suplente, Toninho da Emater (PSB), deixou a cadeira um dia antes. Hoffmann estava no cargo de secretário de Estado da Saúde desde o início de 2025, posto agora sob responsabilidade do enfermeiro Kim Barbosa.

Novo governo?

No dia da posse de Ricardo, retomo aqui discurso feito pelo deputado estadual Callegari (DC) nessa segunda. Simpático a ao novo governador e crítico ferrenho de Casagrande, ele usou a tribuna para “aconselhá-lo”: “rompa com algumas práticas de Casagrande, para o seu bem e do Estado”, disparou, só para começar…

Novo governo II?

…depois, disse que Ferraço não deve adotar o discurso de continuidade; que venderam a ideia de que Casagrande é “o governador dos sonhos e que está tudo uma maravilha”, mas que é “ilusão”, e citou “incompetência da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan)”, saúde pública de “péssima qualidade”; “tráfico de influência”; “crime organizado”; e problemas na educação. A “ideologia de gênero” também apareceu, para não fugir à regra!

Novo governo III?

Callegari emendou que Ricardo é herdeiro de “um legado bonito”, do pai, Theodorico Ferraço (PP), prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), e que para ser bem-sucedido, precisa se apegar a isso, e não “a lealdades falsas de um governo ligado, sim, a uma esquerda nociva” e à “corrupção”.

Adversários

O deputado, como se sabe, está no páreo da eleição ao Senado, assim como Casagrande, tentando representar a direita, embora esse campo siga congestionado. Com quem vai se juntar – e se vai – também ainda é uma incógnita!

Nas redes

“(…) tenho acompanhado o uso de cores associadas à campanha eleitoral deles [Pazolini e Cris Samorini -PP] nas escolas públicas. E não se trata de um caso isolado! Não é pontual! O que a gente tá vendo é um padrão se repetindo em diferentes unidades e também nos cards de divulgação das obras da prefeitura. E isso não pode! Escola pública não pode virar vitrine de campanha (…)”. Karla Coser, vereadora pelo PT, comunicando que protocolou representação no Ministério Público Estadual e de Contas.

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