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Arena montada

Com “subida” de Muribeca, eleição à Câmara Federal vai reeditar duelo de grupos políticos da Serra

Redes Sociais/Ales

A debandada registrada recentemente no partido Republicanos, em meio às articulações eleitorais para consolidação de chapas, obrigou a “subida” do deputado estadual Pablo Muribeca para a disputa à Câmara Federal, e não à reeleição, como pretendia. A “escalação” vai reeditar o duelo de 2024 entre dois grupos políticos da Serra que foram ao segundo turno na disputa à prefeitura: o de Muribeca e do ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT), desta vez com seu filho, Serginho Vidigal, que assim como o prefeito eleito, Weverson Meireles (PDT), naquela ocasião, vai estrear em eleição. Serginho ainda não bateu o martelo sobre em qual partido se filiará para encarar a empreitada – o PDT não tem quadros para formar uma chapa -, mas se movimenta intensamente desde o ano passado, tanto em agendas oficiais do município quanto em divulgações nas redes sociais em que exalta o legado do pai e da mãe, a ex-deputada federal Sueli Vidigal. A  aposta mais alta é de que ele entrará no Podemos, primeiro partido a fechar apoio ao projeto de sucessão do governador Renato Casagrande (PSB), que tem como candidato o vice, Ricardo Ferraço (MDB). Muribeca, por sua vez, está situado na oposição, hoje representada pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do seu partido, que ganhou o reforço do ex-situação, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB). Na eleição municipal passada, a “marca Vidigal”, levou o pleito com folga – placar de 60,48% versus 39,42% -, mas o deputado desbancou outra liderança tradicional do município, o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP), e segue demarcando seu território, com foco em disparar críticas à gestão do apadrinhado de Sergio Vidigal. Muribeca também tem realizado andanças pelos bairros para o contato direto com o eleitorado, inclusive ao lado de Pazolini. O pleito de outubro deste ano tem características diferentes em relação a 2024, mas a saga dos votos no mesmo reduto sempre rende, e com reflexos futuros. Tratando-se da Serra, então…

Buracos

As baixas no Republicanos nessa área são significativas. Os atuais deputados federais, que serão candidatos à reeleição, pularam fora, e logo para o lado oposto. Amaro Neto vai se filiar ao PP, e Messias Donato pode parar também no Podemos ou União Brasil – a depender das contas eleitorais e da definição do aliado e prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio.

Pesada

No Podemos, vale considerar, a chapa já tem nomes de peso, começando pelo próprio deputado federal e presidente do partido, Gilson Daniel. Também estão na lista a ex-deputada Lauriete, o apresentador de TV Philipe Lemos e o deputado estadual Dr. Bruno Resende (de saída do União), todos com votos nas últimas disputas…

Segue…

…tem ainda a ex-vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane, e o diretor do Instituto Capixaba de Assistência Técnica, Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) e ex-prefeito de Sooretama, Alessandro Broedel. No primeiro caso, Capitã Estéfane não vem tendo desempenhos eleitorais relevantes – já tentou a Câmara Federal e de Vitória, mas recebeu votação bem aquém do esperado. Veremos este ano…

Nó tardio

Já no partido Republicanos, Muribeca entra para somar, principalmente, com o ex-deputado estadual Erick Musso, que lidera a legenda no Estado, e os secretários municipais Soraya Manato (Assistência Social), ex-deputada federal, e Alexandre Ramalho (Meio Ambiente), ex-secretário estadual de Segurança. Sobre este último, tem um nó tardio: Ramalho foi adversário ferrenho de Arnaldinho nas eleições de 2024, que agora chegou ao grupo como se fosse amigo de infância de Pazolini. Como desamarrar?

Contra a parede

A declaração de apoio do PT Nacional a Casagrande para a segunda vaga do Senado, junto com Fabiano Contarato, não surpreende em nada, afinal, o partido é aliado do PSB nacionalmente, e a candidatura é o que tem no Estado de compatível nesse campo ideológico. Mas, de certa forma, imprensa o governador contra a parede, caso decida ficar, de novo, em cima do muro na eleição presidencial, como em 2022.

Contra a parede II

Na coluna passada, perguntei: Casagrande vai pedir votos para Lula no Espírito Santo? E, agora…também para Contarato? Como encaixar nisso tudo o campo conservador e antipetista que o cerca, como Ricardo Ferraço, que assinou um manifesto para que o MDB se mantenha distante do PT e do presidente da República? Uma confusão só!

Conversas

O deputado estadual Callegari, como se sabe, deixou o Partido Liberal (PL) para consolidar a meta de disputar o Senado. Filou-se ao Democracia Cristã (DC) e se movimenta para “cavar” acomodações. Uma delas justamente com o PL, como debateu nesta semana com o senador Magno Malta e o deputado federal Gilvan da Federal, em Brasília. Diz ele que o esforço é construir uma frente unificada de direita, incluindo os dois partidos.

Amarrado

No PL, Magno investe, há meses, todas suas fichas na pré-candidatura da filha, Maguinha Malta – foi, inclusive, o que deixou Callegari sem espaço. Mas o partido do senador empacou nas negociações com o palanque de Pazolini e tem espalhado que vai lançar chapa única. Se assim for – ainda há muitas controvérsias -, quem entraria na composição?

Nas redes

“Fechando o dia com esse time que pensa no futuro do Espírito Santo! Com o nosso governador, Renato Casagrande, nosso vice, Ricardo Ferraço, e o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio”. Marcelo Santos, presidente da Assembleia e do União Brasil, em mais um encontro no Palácio Anchieta.

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