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Avanços eleitorais

PT fortalece planos e aliança com o Psol; Podemos mostra suas apostas – Philipe Lemos no jogo

Redes Sociais/Divulgação

O final de semana consolidou os planos políticos do PT e Podemos no Espírito Santo. O partido de esquerda fechou sua série de encontros estaduais com o fortalecimento do palanque ao governo do deputado federal Helder Salomão e da aliança com o Psol. A deputada estadual Camila Valadão, entusiasta desse projeto, compareceu ao evento partidário no sábado (13) e, no domingo (14), desfilou com Helder no protesto “Congresso, inimigo do povo”, realizado em Vitória e outras capitais do País, contra a anistia. No PT, além do palanque local do presidente Lula, a prioridade é reeleger o senador Fabiano Contarato, manter as duas cadeiras na Câmara dos Deputados, e aumentar para quatro a bancada da Assembleia, hoje formada por dois parlamentares – João Coser e Iriny Lopes. Com a entrada de Helder na disputa majoritária, o partido precisou alterar os planos de Iriny, que vai fortalecer a chapa de federal ao invés de tentar a reeleição. Partindo para o campo mais à direita, o Podemos também se reuniu e apresentou novos filiados que vão reforçar as chapas. Um deles é Philipe Lemos, cobiçado pelo mercado político devido à expressiva votação que teve em sua estreia eleitoral, em 2022, e que vai ajuda a tapar o “buraco” que será deixado pelo deputado federal Victor Linhalis, com o anúncio de sua ida ao PSDB junto com o aliado, prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo. A chapa de federal contará ainda com a ex-deputada federal Lauriete, o deputado estadual Dr. Bruno Resende (hoje no União), o próprio Gilson Daniel, presidente estadual da legenda e candidato à reeleição, e Alessandro Broedel, diretor-geral do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e ex-prefeito de Sooretama. A eleição à Assembleia também terá reforço, com Fabrício Gandini, que deixará o PSD. O evento reiterou, ainda, o apoio ao palanque do vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB). O Podemos, como se sabe, foi o primeiro a fazê-lo, quando Ricardo ainda era um “ensaio” eleitoral – hoje, apesar das investidas de Arnaldinho, é cada vez mais difícil imaginá-lo fora do jogo.

Agora…vai!

Camila Valadão se diz convencida de que existe espaço para uma candidatura progressista ao governo e para ampliação da representatividade da esquerda no parlamento estadual e no Congresso Nacional. A aliança entre PT e Psol, vale lembrar, nunca saiu do papel no Estado. A deputada será candidata à reeleição, como prioridade máxima do seu partido.

De olho…

Chama atenção nesse rearranjo do PT, é que a chapa à Assembleia perderá dois nomes com votos, já que Coser, assim como Iriny, também é candidato à Câmara. Já se sabe que a vereadora Karla Coser, a mais votada de 2024, é candidata, e aparecem os nomes do Professor Jocelino, também da Capital, e da Açucena, de Cariacica. Quem mais fortalecerá esse time? O PT, não é novidade, sofre de ausência de novas lideranças.

Bloco

No Podemos, para o mesmo cargo, se filiaram a secretária de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Cyntia Grillo; o vice-prefeito de Iúna, José Ramos; o vice-prefeito de Muqui, José Marcos; Paulo do Almoço Solidário de Vila Velha; e Lucas Arca de Noé, ativista da pauta do bem-estar animal no Espírito Santo.

Casamento

Philipe Lemos vem sendo cortejado por partidos desde que alcançou 45,2 mil votos na última eleição à Câmara dos Deputados, pelo PDT, mas não conseguiu entrar. Ele recebeu abrigo no governo, em cargos de destaque – ex-secretário de Turismo e superintendente da Cesan – e chegou a ser cotado para vice na chapa de Weverson Meireles (PDT) na Serra. O namoro dele com o Podemos já vinha rendendo há meses. Agora, rolou casamento.

Peso político

A chegada dos dois deputados estaduais no partido, Gandini e Bruno Resende, só vai ocorrer na janela partidária, entre março e abril de 2026. A bancada do Podemos passará, assim, a ter quatro parlamentes, junto com Alexandre Xambinho e Allan Ferreira. O bloco se igualará ao Republicanos. O PL era a maior bancada, mas perdeu Zé Preto e Callegari para o Democracia Cristã (DC).

‘Ué’…

O show do deputado Gilvan da Federal (PL) na Câmara de Vitória nesta segunda-feira (15) para se defender do processo de violência política de gênero que o ameaça de inelegibilidade e ainda acrescentar os condenados pela “trama golpista”, como o ex-presidente preso Jair Bolsonaro, correu livre e solto no plenário, sem qualquer intervenção da oposição. A pergunta é: que estratégia foi essa?

‘Ué’ II…

Os vereadores se retiraram do plenário no momento da Tribuna Livre, disponibilizado pelo vereador Armandinho Fontoura ao seu correligionário. Ana Paula Rocha, do Psol, mesmo partido de Camila Valadão, autora da ação, emitiu uma nota alegando que a saída foi um ato político de repúdio”. Já Jocelino afirmou em plenário que a ausência foi para evitar “mal-estar”. Oras, se o Parlamento não é o espaço ideal para fazer esse embate, onde mais seria?

Atropelos

A Assembleia Legislativa passou semanas e mais semanas “devagar, quase parando”, com muitos deputados mais preocupados com eleição do que com os trabalhos, de fato. Nesta segunda, resolveu desaguar um tanto de projeto represado. É a corrida contra o tempo antes do recesso parlamentar, que prejudica o devido e necessário debate.

Nas redes

“(…) este encontro foi a prova viva de que o campo progressista é forte no Estado. Constrói junto, soma forças e aponta o caminho de um Espírito Santo mais justo e humano. Vamos juntos, pela reeleição do presidente Lula e com chapas muito competitivas para que o povo capixaba seja bem representado em Brasília, na Assembleia e no Palácio Anchieta”. João Coser, presidente estadual do PT.

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