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Arnaldinho tropeçou nas próprias pernas e agora tem que voltar para os braços de Casagrande

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A desistência do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), de sair do cargo para disputar as eleições deste ano, é uma prova clara de que ele tropeçou nas próprias pernas e não chegou a absolutamente lugar nenhum na condição de descolado do grupo de Renato Casagrande (PSB). Queria disputar o governo, não conseguiu, depois jogou no ar uma candidatura ao Senado – nunca me convenceu -, e agora se vê obrigado a voltar para os braços de Casagrande, porque também não conseguiu fechar uma chapa do PSDB competitiva à Câmara dos Deputados, projeto prioritário da Nacional. O enredo, no geral, foi muito ruim para um político ainda jovem, a começar lá na aparição surpresa ao lado do principal adversário dos seus então aliados, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Sambão do Povo, até tudo que se sucedeu depois, no mesmo tom. Arnaldinho supervalorizou seu potencial eleitoral e agiu com prepotência política. Não porque não pudesse fazer aliança com quem bem entendesse, isso é legítimo, mas sim pela forma como escolheu jogar e que, inclusive, o colocou em muitas rodas com a marca de traidor. Não durou muito e os sinais de recuo começaram a ecoar ainda no início deste mês, quando a euforia da dupla Arnaldinho-Pazolini foi se desfazendo, assim como as agendas em conjunto. Até que o prefeito de Vila Velha resolveu aparecer, também de surpresa, em agenda do governo, na presença de Casagrande e o candidato à sucessão, Ricardo Ferraço (MDB), com direito a discursos elogiosos. Dali bastou apenas mais uma reunião com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), para a rota ser definitivamente recalculada. Arnaldinho precisa de Casagrande para tentar salvar o PSDB, mexendo as peças do tabuleiro ligado ao Palácio Anchieta. Mas, depois de exposto dessa maneira por um aliado, o governador estaria disposto? Pela lógica das conveniências políticas, a aposta é que sim: a disputa pelo governo se desenha acirrada, a oposição investe pesado, o próprio Casagrande é candidato ao Senado, e Arnaldinho está à frente de um eleitorado estratégico, no embalo ainda de uma reeleição com 79% das urnas ao seu favor. Veremos para onde apontarão os novos abraços e suas respectivas negociações…

Meta distante

Os puxadores de votos anunciados pelo PSDB são o deputado federal Victor Linhalis; o ex-prefeito de Vila Velha e ex-deputado, Neucimar Fraga; e o ex-prefeito de Vitória e ex-deputado, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Linhalis alcançou 53,4 mil votos em 2022; e os dois últimos estão há anos sem mandato, com derrotas acumuladas. Para conquistar uma cadeira, que é a meta do PSDB, precisa de 200 mil votos. Ou seja…

Ruídos

A missão de salvar a chapa, porém, também não é tão simples para o governo, considerando o avançar das articulações desde a abertura da janela partidária, que se encerra daqui a uma semana. Algumas peças seguem soltas, por divergências de interesses, e podem ser atraídas. Outras teriam que mexer em blocos já consolidados, o que significa deflagrar insatisfações generalizadas aos partidos aliados ao palanque de Ferraço.

Ruídos II

Com essas mexidas de Casagrande para favorecer aliados, a superfederação União Progressista fechou uma chapa poderosa para a Câmara e o Podemos também está com os números amarrados, fora, é claro, o partido do próprio governador, o PSB, reduto do secretariado. Interferir nesses campos em prol de Arnaldinho, sei não, hein, previsão de terremoto eleitoral…

Atropelos

Vale lembrar que a situação complicada do PSDB é resultado de outra “trapalhada” do prefeito de Vila Velha, que tomou o partido por cima, sem diálogo, o que gerou uma debandada de filiados, inclusive os dois deputados eleitos pela legenda, Vandinho Leite e Mazinho dos Anjos, hoje no MDB e candidatos à reeleição.

Atrás do prejuízo

Do lado de Pazolini, na falta do prefeito de Vila Velha, a mira se volta ainda mais para o PL do senador Magno Malta. O prefeito ainda não teve o apoio do PSD oficializado, embora os caminhos se fechem para isso, e precisa fortalecer seu palanque. Nesta semana, acenou para o partido citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, fato raro, em mais um culto evangélico na Prefeitura de Vitória – a propósito, e o estado laico?

Atrás do prejuízo II

A fala, que desejava recuperação ao ex-presidente, foi divulgada em vídeo nas redes sociais de aliados e também de bolsonaristas, que são críticos ao distanciamento de Pazolini das pautas que defendem com unhas e dentes. Essa situação gerou um movimento em defesa de um palanque próprio do PL ao governo, propagado por algumas semanas, mas ainda sem avanços oficiais.

Bingo!

Em atrito com a base por longos meses, incluindo no rol de insatisfações medidas apontadas como eleitoreiras, o comandante-geral da Polícia Militar, Douglas Caus, deixa o cargo na próxima semana para…adivinha? Bingo! Vai ser candidato, tudo indica, a deputado estadual. O partido será da base do governo, mas por ora, sem martelo batido.

Dança das cadeiras

Em nota assinada por Casagrande e Ricardo Ferraço nesta quinta-feira (26), foi anunciado como o próximo comandante, a partir do dia 2, o coronel Riodo Rubim. Outra mudança é a nomeação, pela primeira vez na história da corporação, de uma mulher para o Subcomando-Geral, cadeira que passará a ser ocupada pela coronel Luciana Lopes Carrijo Ferrari, atual chefe do Estado-Maior.

Nas redes

“Compromisso de construir convergências no Brasil e no Espírito Santo com diálogo, responsabilidade e visão de futuro. São com esses pilares que a Federação União Progressista, aprovada nesta quinta-feira (26), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nasce (…)”. Da Vitória, futuro presidente da superfederação, que chegará forte às eleições de outubro.

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