Quinta, 26 Mai 2022

Braços de apoio

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Leonardo Sá

Com demandas reprimidas no governo Renato Casagrande (PSB) e relação marcada por ruídos, entidades representativas de servidores públicos colam cada vez mais em candidatos adversários do pleito de outubro deste ano, marcando seu terreno na disputa. Uma articulação clara nesse sentido é registrada no campo do senador Fabiano Contarato (PT), que assumiu seu palanque oficialmente diante das desavenças da aliança PSB-PT, e circula pelo Estado. Ele tem participado de atos públicos e eventos de sindicatos com alcance, que envolvem áreas importantes. Nesta semana, é anunciado como a "estrela" do Pré-Congresso do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES), que será realizado na sexta-feira (13), em formato online. Contarato vai falar sobre "A conjuntura política e os ataques ao serviço público", incluindo "perspectivas para o funcionalismo público do com as eleições 2022". Na disputa passada, a entidade se aproximou exatamente de Casagrande, após o caos da gestão de Paulo Hartung (sem partido) para os servidores. A sintonia logo desandou, principalmente devido às perdas salariais e não pagamento da reposição inflacionária, segundo a entidade, promessas de campanha. A outra mobilização vem do lado já conhecido, do candidato bolsonarista Carlos Manato (PL), que conta com a base ligada ao presidente, dos policiais militares e civis e bombeiros, em rota de colisão com o governador desde o início do mandato, embora também tenham fechado apoio em 2018, que resultou na anistia administrativa decorrente da greve da PM, outro ponto de conflito com Hartung na época. Reunidos em uma frente que reivindica pauta semelhante à de outras categorias, líderes de entidades são vistos com Manato em atividades de campanha e contam, na Assembleia, com os deputados bolsonaristas para erguer mobilizações. Uma ofensiva mais recente, como já citado aqui na coluna, foi a instauração da Frente Parlamentar de Valorização Salarial de Policiais e Bombeiros, proposta por Danilo Bahiense (PL). Os trabalhos começam, oficialmente, no dia 25, mas o plano já está mais do que amarrado. Quer dizer, oposição ferrenha de um lado, outro menos, o cerco vai ser armando ao redor de Renato Casagrande.

Agora...
...se o jogo virar lá em Brasília, nesse impasse PSB-PT, impondo uma aliança no Estado, o que até agora não se vislumbra, Casagrande leva o bloco de Contarato para o seu lado, apesar dos pesares?

Valorizando o passe
Com dificuldades para discutir alianças devido à federação com o Psol, o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) se gaba nas redes sociais do resultado da primeira pesquisa ao governo, da Rede Gazeta/Ipec, por aparecer tecnicamente empatado com Contarato e Manato, e ainda o segundo com a menor rejeição (atrás de Aridelmo Teixeira-Novo).

Valorizando o passe II
Audifax alega que acabou de lançar sua candidatura, é de "partido pequeno, sem tempo algum de televisão", "não apareceu recentemente na televisão ou na rádio", e "não tem mandato algum na mão". Vai que cola!

Detalhe essencial
Lembrando, porém, que não dá para falar no resultado da pesquisa sem deixar claro que a espontânea revelou um alto índice ainda de pessoas que não sabem ou não responderam em quem votar ao Palácio Anchieta: 60%.

Investidas
A senadora Rose de Freitas (MDB), que vende o peixe de "madrinha dos prefeitos" e tenta se acomodar na chapa de Casagrande, tem divulgado vários vídeos com prefeitos capixabas exaltando suas ações, na tentativa de atrair o eleitorado. Este ano, o páreo para ela é complicadíssimo!

Show de horror
Como tem acontecido em todos os casos e denúncias envolvendo Gilvan da Federal (PL) na Câmara de Vitória, a maioria dos vereadores se omite ou minimiza os absurdos. Na sessão dessa terça-feira (10), cinco deles pediram para ficar de fora da análise, na Corregedoria, da representação movida pelo Psol, da vereadora Camila Valadão, por "atos de constrangimento verbal e violência política de gênero".

Segue...
O primeiro sorteado que quis pular fora foi Denninho Silva (União), seguido de Aloisio Varejão (PSB), Armandinho (Podemos), Leandro Piquet (Republicanos) e Dalto Neves (PDT). Chegou-se, então, à vereadora Karla Coser (PT), que avisou: "não me furto ao debate".

Só pensam em votos
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), como todo ano eleitoral, publica regras, diz que vai fiscalizar, etc. e tal, mas fica tudo, mesmo, na teoria. O próprio anda mais preocupado com sua disputa ao governo do que com o plenário, assim como vários outros deputados em suas reeleições. As sessões estão cada dia mais esvaziadas. Agora vai olhar as redes sociais...

Nas redes
"(...) Já faz tempo que recebemos inúmeras denúncias e relatos da precariedade que está a saúde em Vitória, em especial, o PA Infantil. E já faz tempo que estamos cobrando a gestão Pazolini uma resolução para esta questão, que é gravíssima. Não vamos aceitar que a Saúde de Vitória vire caso de polícia!". Camila Valadão (Psol), vereadora de Vitória, ao comentar que um pai quebrou o vidro da recepção da pediatria nesse sábado (7).

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