Quinta, 27 Janeiro 2022

Cabo de guerra

erickmusso_pazolini_eventofindes_redesociai_20211203-113608_1 Redes sociais
Redes sociais

O tour dessa semana do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e do prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, ambos do Republicanos, jogou o risco da nova variante do coronavírus, a Ômicron, no colo do governador Renato Casagrande (PSB). A sequência foi assim: primeiro Pazolini anunciou o cancelamento da festa de Ano Novo, ressaltando conversas com especialistas, para impedir eventos que gerem aglomeração e, assim, manter os resultados do avanço da vacinação na Capital. Ao lado dele, com discurso alinhado, Erick Musso, que protagonizou a segunda parte da questão. No outro dia, quarta-feira (1), ele levou o assunto para o plenário da Assembleia, em tom de crítica e cobrança. Exaltando a decisão do aliado Pazolini, acusou a gestão estadual de omissão e "transferência de responsabilidade aos municípios", diante da ameaça de uma nova onda, e informou de encaminhamento de ofício a Casagrande, para saber sobre as medidas adotadas no Estado. O tema, que dialoga com campanha já iniciada no País relacionada ao cancelamento do Carnaval e envolve também os bolsonaristas, virou mais munição contra Casagrande nas redes sociais. Aí, foi a vez do governador responder, na live semanal que criou para contato com o eleitorado: se nada de anormal acontecer até lá e a variante não alterar o atual cenário, continuarão a valer as atuais regras da Matriz de Risco. Com mais um aviso: as prefeituras têm autonomia e, caso achem necessário, podem restringir mais do que determina a classificação semanal, mas não flexibilizar. Ou seja, até lá, será só cabo de guerra!

Adendo...
Em tempos de pandemia e nova variante, defender o cancelamento do carnaval e de aglomerações é legítimo e, inclusive, motivo de alertas de epidemiologistas. Mas não nos casos dos bolsonaristas, em que a "preocupação" é seletiva, já que promovem aglomerações desde antes ainda do início da vacinação e a maioria sequer usa máscara. Para eles, só não pode mesmo o carnaval.

Passaporte
O governador, aliás, também se manifestou sobre o Carnaval do Sambão do Povo. Caso Vitória migre para o risco muito baixo – está próxima disso – "não teremos óbice", ressaltou, lembrando, no entanto, da necessidade de exigir o passaporte da vacina.

Cenário
No anúncio de Pazolini sobre o Ano Novo, Erick Musso disse esperar que os outros 77 municípios capixabas tomem a mesma decisão. Por enquanto, porém, a adesão ainda é baixa: Vitória, Aracruz, São Mateus e Fundão.

Intensivão
O tour da dupla Erick -Pazolini, a propósito, fica cada vez mais intenso. Depois da decisão sobre a virada do ano, os dois entregaram casas populares no bairro Bonfim, se reuniram com vereadores de todos os municípios capixabas, participaram de evento da Federação das Indústrias do Estado (Findes) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES), e ainda da posse dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES).

Na área
Nos dois últimos, a dupla dividiu terreno, obviamente, com o próprio Casagrande, a quem fazem oposição. Do lado do governador, acrescentou-se a presença do prefeito de Linhares, Guerino Zanon (de saída do MDB), com quem também se esbarrou recentemente em evento da área empresarial no município do norte do Estado. Zanon, como se sabe, é um dos nomes colocados na disputa ao Palácio Anchieta.

O que vem por aí...
Desde julho passado, quando entrou em campo, de fato, para o pleito do próximo ano, Erick circula com Pazolini para todo lado, demarcando campo, e elege temas polêmicos e de apelo popular para desgastar Casagrande. Os movimentos indicam projetos eleitorais mais altos, porém, como tratei aqui na segunda-feira, não são essas as metas prioritárias do partido Republicanos. Veremos os próximos passos!

Asco
A não ser o título desta nota, não tem outra palavra para definir os episódios da Câmara de Vitória envolvendo o vereador bolsonarista Gilvan da Federal (Patri), o último deles, mais uma agressão à vereadora Camila Valadão (Psol). Quer dizer...além de tudo, covarde!

Asco II
O mesmo adjetivo serve para todos os vereadores da Casa – são 13! - que sempre assistem a tudo sem mover um dedo, tão covardes e omissos quanto. Após a eleição de 2020, já estava claro que não seria fácil digerir a atual composição da Câmara, mas olha, tem sido ainda pior.

Nas redes
"Nenhum óbito causado pela Covid-19 foi notificado hoje [quinta, 2] no ES. Os 6 informados no Painel Covid ocorreram em datas anteriores e estavam em investigação. Marca que reforça a importância da vacinação e de manter todos os cuidados para vencermos definitivamente a pandemia". Renato Casagrande, governador pelo PSB.

FALE COM A COLUNA:

Veja mais notícias sobre Socioeconômicas.

Veja também:

 

Comentários: 2

David Soares em Segunda, 06 Dezembro 2021 14:39

O carnaval é a festa mais perigosa nesse contexto de pandemia, porque induz fortemente ao contato físico, compartilhamento de copos de bebida etc.

O carnaval é a festa mais perigosa nesse contexto de pandemia, porque induz fortemente ao contato físico, compartilhamento de copos de bebida etc.
Antônio1 em Quarta, 08 Dezembro 2021 09:54

Se não podia missa, culto e aulas na escola, porque pode carnaval? Seletivo é esse pessoal demagogo de esquerda.

Se não podia missa, culto e aulas na escola, porque pode carnaval? Seletivo é esse pessoal demagogo de esquerda.
Visitante
Quinta, 27 Janeiro 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/