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Sexta, 04 Dezembro 2020

Cai, não cai

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Leonardo Sá

O áudio que explodiu como bomba na cabeça de Rodney Miranda (Republicanos), ex-deputado, ex-prefeito de Vila Velha e ex-secretário de Paulo Hartung, foi assunto durante todo o final de semana em Goiás, onde ele atua desde o início de 2019, à frente da pasta de Segurança. Entre anúncios na imprensa de lá de pedido de saída do cargo e até decisão do governador Ronaldo Caiado (DEM) de exoneração, após vazar gravação de seu primo, Jorge Caiado, que acusa Rodney de grampo ilegal e suposto desvio de R$ 1 milhão destinado ao Corpo de Bombeiros, o resultado oficial das movimentações foi divulgado nesta segunda-feira (8). O governo de Goiás publicou uma nota seca, comunicando pedido de Rodney de "afastamento de cargo para esclarecer todas as denúncias feitas contra ele", além de avisar do seu substituto e que o processo está instaurado na Polícia Civil e será acompanhado pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral do Estado de Goiás. O termo "afastamento", porém, foi rejeitado por Rodney em entrevistas. Ele alega que pediu férias de 15 dias para que sejam apuradas as acusações, reforçou que essas "são mentirosas" e que tem "a confiança do governador". Aquela conhecida retirada estratégica para "deixar a poeira baixar". Mas o tempo, tudo indica, pode ser curto: deputados de Goiás insistem em abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Cai, não cai, ou já caiu?

Desgaste
A crise, como tratado na coluna de sexta-feira (5), arranha a imagem da qual Rodney vinha se gabando no novo cargo, de resultados inéditos e atuação linha-dura. Passou de "Rambo Capixaba" para "Rambo Goiano". Longe daqui, estava fácil emplacar essa. Mas aí veio o áudio...

Sem título
Quando pipocaram sucessivos capítulos sobre o caso, nesse final de semana, também circulou um vídeo do vereador de Goiânia, Paulo Daher (DEM), rasgando a placa de cidadão destinada a Rodney Miranda.

Forasteiro
O vereador defendeu Jorge Caiado, o denunciante, e criticou a nomeação de alguém de fora para o cargo, já que o estado tem quadros competentes. "Quando dá quinta-feira, ele corre pra terra dele, volta na terça, não vota aqui, e também não respeita as famílias goianas", disparou no vídeo.

Lista
A situação do Estado na pandemia da Covid-19 foi tema de embates na sessão desta segunda-feira da Assembleia Legislativa. Falta de leitos, isolamento social, polêmica do governo com o Ministério Público Federal (MPF), frase inapropriada do secretário de Governo, Tyago Hoffmann, sobre médicos escolherem quem vai morrer, e por aí foi...

Lá e cá
Do lado das críticas, os principais discursos foram de Vandinho Leite (PSDB), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Capitão Assumção (Patri). Houve "rebate" em favor do governo, com acusações de "politicagem", por Enivaldo dos Anjos (PSD) e Bruno Lamas (PSB).

Mais do mesmo
Assumção, aliás, disse que está na hora de apresentar outro pedido de impeachment contra Casagrande. "Perdeu o controle", afirmou. O deputado já é autor de um, motivado pelo não comparecimento do governador à Assembleia para prestação de contas anual obrigatória.

Nas internas
O consenso no PT de Cariacica em torno do palanque deste ano confirmou os comentários de bastidores dos últimos dias. O vereador André Lopes, que meses atrás era considerado em melhores condições de voto no diretório, abriu mão da disputa, consolidando a candidatura de Célia Tavares. Ela é o nome do deputado federal Helder Salomão, que desistiu de concorrer no município em janeiro deste ano.

Nas internas II
Helder tentava, há meses, emplacar Célia, tendo iniciado debates com setores sociais para construção do projeto de gestão. O deputado explora os dois períodos em que comandou o município, quando ela era secretária de Educação, para convencer o eleitorado.

PENSAMENTO:
"A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta". Rui Barbosa
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Grampo aqui, grampo lá - Século Diário

Imagem de "Rambo" vendida por Rodney em Goiás é arranhada por denúncia de grampo e suposto desvio de R$ 1 milhão

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Sábado, 05 Dezembro 2020

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