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Quarta, 03 Março 2021

Cartada final

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Leonardo Sá

Nos últimos dias de gestão do segundo mandato após perder para seu ex-aliado e há anos adversário político, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), investe pesado em autorização de obras em solenidades oficiais (com transmissão ao vivo), circulando por bairros do municípios com o mesmo discurso e estratégia: distribui um documento assinado por ele que afirma registro em cartório, com a garantia da verba para a conclusão de cada ordem de serviço, seguido do anúncio de que deixará "muito dinheiro em caixa, quase R$ 500 milhões", para o eleito, Sérgio Vidigal (PDT), enquanto "recebeu R$ 290 milhões de dívidas". Audifax alega que só tem feito isso agora, na reta final, porque estava impedido devido à campanha eleitoral e que a autorização de "uma obra demanda tempo, um ano". Repete as mesmas palavras, como mantra, exaltando seu governo e sua equipe, fala de "alegria e tristeza", e faz questão de dizer que os tais documentos não são apenas paras as lideranças comunitárias, mas para os moradores, com a comprovação de que o dinheiro de cada obra está em uma conta específica. "Se chegar em janeiro, fevereiro...e o próximo prefeito parar a obra, é a garantia de que não pode parar", avisou. Em um dos vídeos recentes, publicados por Audifax nas redes sociais, está também seu candidato, vereador Fábio Duarte (Rede), em quem apostou para liquidar Vidigal, sem êxito. A vitória do deputado federal não foi com aquela folga toda sinalizada no início da campanha (54,9% contra 45,1%), mas garantiu a troca de mãos do grupo que se mantinha no poder, aliás, em uma polarização que já dura 24 anos. A pergunta que não quer calar, agora, é: onde Audifax será acomodado até as eleições de 2022? 

Futuro
O prefeito em final de mandato, como se sabe, passou um tempo cotado como candidato ao governo do Estado. Nos últimos meses, essa perspectiva esfriou. O mercado aguarda os próximos capítulos do "Projeto Político Audifax".

Futuro II
Mesma pergunta se faz sobre Fábio Duarte, que deixou de disputar a reeleição à Câmara de Vereadores para representar o palanque de Audifax. Plano B?

'Politicagem barata'
Também liderança da Serra, que disputou a prefeitura este ano, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) protestou no plenário da Assembleia nessa quarta-feira (16). Ao contrário do que foi comunicado, o governo não poderá assinar, na sexta (19), a ordem de serviço para revitalização da ES-010, no trecho que inclui a avenida Abido Saadi, em Jacaraípe. "O ilustríssimo prefeito não estará na cidade", apontou, criticando o que chamou de "politicagem barata".

'Guerra'
Lamas também registrou que "o ilustríssimo prefeito eleito tomará posse somente em alguns dias" e que, "mais uma vez, a guerra política entre o prefeito que sai com o que entra prejudica a Serra". O deputado atacou a disputa entre Audifax e Vidigal durante sua campanha eleitoral, se colocando como "renovação".

Balde de água fria
Na segunda-feira (14), ele havia publicado animado em suas redes sociais: "Deputado Bruno e o governador Casagrande convidam todos para assinatura da ordem de serviço da revitalização da Av. Abido Saadi, em Jacaraípe, na próxima sexta-feira. E o melhor: conseguimos a presença do governador".

Cadeira à vista?
A presença da ex-deputada estadual Luzia Toledo (MDB) na visita dessa terça-feira (15) do prefeito eleito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e da vice Capitã Estéfane (Republianos), ao arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, reforçou a previsão de ocupação de cargos pelo MDB na gestão estadual. Após quatro mandatos na Assembleia, Luzia não conseguiu se reeleger em 2018.

Agarrado
A propósito, o ano se aproxima do final e os prefeitos eleitos pouco ou nada anunciaram até agora sobre os próximos secretariados. Quem sabe depois das diplomações desta semana, o negócio "anda". Enquanto isso, setores da sociedade civil aguardam em alerta máximo.

Três
O mais adiantado é Euclério Sampaio (DEM), com três nomes até agora que irão compor sua equipe em Cariacica. Além dos dois já citados aqui, os atuais secretários José Roberto Martins Aguiar, de Educação, e Carlos Renato Martins, de Finanças, da gestão de Juninho (Cidadania), ele "puxou" um quadro do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania). Trata-se do atual secretário de Obras, Weverton Santos Moraes, que ocupará a mesma pasta.

Só um
Pazolini parou no de Segurança, que já era cotado, Ícaro Ruginski, anunciado na semana passada.

No zero
Já Sérgio Vidigal, na Serra, e Arnaldinho Borgo (Podemos), em Vila Velha, por enquanto, "nadica de nada".

PENSAMENTO:
"O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as". Benjamin Franklin

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