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Cartadas bolsonaristas

Senador Magno Malta candidato ao governo do Estado? Apostas na mesa…

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Redes Sociais

Que o Partido Liberal (PL) no Espírito Santo já estava afastado do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), esfriando uma aliança que parecia encaminhada, não é novidade! E que, com isso, abriu-se um debate no partido sobre candidatura própria ao governo, fechando uma chapa puro-sangue para o Senado, também não! Mas que esse nome ao governo seria, prioritariamente, o senador Magno Malta…nem tão claro assim! A escalação é apontada pelo jornal O Globo em coluna e matéria publicadas nesta quarta e quinta-feira (4 e 5), citando um plano que atenderia a uma estratégia do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (RJ) de garantir como exclusivos os apoios ao seu palanque nos estados, sem dividir holofotes. A medida também pretende fazer uma associação direta com o número 22, o que Flávio entenderia como essencial para aumentar os votos na legenda e facilitar a eleição de candidatos do partido ao Senado, campo que tem sido a meta principal do PL para garantir a ofensiva tanto ao presidente Lula quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como liderança máxima do PL capixaba, Magno, obviamente, já tinha sido exaltado por lideranças como possível candidato, mas sem tanto coro. O movimento que parecia ganhar força era um “casamento” com o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon, bolsonarista declarado e atualmente filiado ao PSD, do ex-governador Paulo Hartung, e que entraria no PL para assumir a empreitada. Na disputa ao Senado, até que se prove o contrário, Magno não arreda o pé da candidatura da filha, Maguinha Malta, com quem circula há muito tempo para consolidá-la como “sucessora e representante do seu legado”. Agora me diz: Magno Malta ao governo, mesmo? Nem tão convencida por ora, mas de olho nos próximos capítulos!

Sem sinais

Em dezembro de 2025, o evento religioso-eleitoral realizado por Magno Malta (PL) em Vitória, com a presença de três filhos do ex-presidente, incluído Flávio, reforçou os movimentos por um palanque próprio e pela não-aliança com Pazolini. Foi dito que o PL teria quadros para isso, mas não parecia que, ali, Magno seria o cabeça de chapa.

Recado

O senador aproveitou o momento para falar com Pazolini nas entrelinhas, destacando como exigência indiscutível para uma aliança com o PL, a defesa clara e intransigente das bandeiras bolsonaristas, que incluem os protestos contra a prisão do ex-presidente, a guerra contra os ministros do STF e a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Não é, definitivamente, o que faz o prefeito de Vitória!

Interesses

O mandato do senador só termina em 2031, e ele não perde o cargo em caso de derrota ao Palácio Anchieta. Hoje, porém, Magno tem papel essencial na Casa para os planos atuais e futuros do grupo de Bolsonaro. O PL quer ampliar sua bancada no pleito deste ano e intensificar o enfrentamento ao STF. Ele também costuma repetir que deseja cumprir mandato no Senado ao lado da filha.

Farpas internas

Nos últimos meses, a defesa de nomes do PL para liderar uma chapa ao governo gerou até atrito entre o deputado federal Gilvan da Federal e o vereador de Vitória Dárcio Bracarense. Gilvan quer a candidatura de Guerino, e Dárcio diz que não precisa puxar ninguém de fora, pois o PL tem nomes com potencial. Estão se estranhando até hoje, inclusive publicamente.

Cadeiras

Sobre as proporcionais, Magno Malta, em rápido vídeo publicado nas redes sociais nessa quarta-feira (4), expôs como metas fazer três deputados federais e dois estaduais nas eleições de outubro deste ano…

Cadeiras II

…no primeiro caso, como se sabe, há problemas com quem poderia ser o puxador de votos, Gilvan da Federal – o segundo melhor posicionado em 2022 -, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por violência política de gênero. Na Assembleia Legislativa, a meta significa uma baixa na bancada que venceu o último pleito e iniciou a atual legislatura com cinco deputados, a maior da Casa.

Cadeiras III

Os atuais deputados estaduais do PL são Capitão Assumção, Lucas Polese e Danilo Bahiense. Callegari deixou o partido recentemente para disputar o Senado, o que fará pelo DC, e Zé Preto saiu ainda em 2024 (vai se filiar ao Mobiliza). Assumção e Bahiense vão tentar a reeleição – está aqui a conta das duas vagas.

Desenho atual

Na hipótese de realmente sair esse palanque ao governo, seja com Magno ou outro nome, a direita e a centro-direita dominariam os palanques deste ano: o candidato do PL, o prefeito Pazolini, o vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB). Esquerda só mesmo o deputado federal Helder Salomão, pelo PT.

Nas redes

“O Espírito Santo não pode ser tratado como laboratório político do PT e não podemos ser transformados em cobaias das articulações que estão acontecendo aqui. Estamos falando de decisões políticas que envolvem dinheiro público, alianças ideológicas e uso de estruturas do Estado: universidade federal, eventos financiados, relações com movimentos políticos e muitas delas fora do debate público e, em grande parte, fora do radar da mídia (…)”. Magno Malta e a tentativa de mirar no governo Casagrande.

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