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Clima de boas-vindas

Chegada de Cris Samorini ao cargo de prefeita tem “saia-justa” e divergências na Câmara

Redes Sociais

O ato restrito que marcou a sucessão da empresária Cris Samorini (PP) ao cargo de prefeita de Vitória, nesse sábado (4), gerou climão nos bastidores e discursos na Câmara na sessão desta segunda (6). É que os vereadores ficaram sabendo pelas redes sociais, não entenderam direito qual procedimento oficial tinha sido aquele, e surgiram até divergências legais sobre o fato. Citando a Lei Orgânica, Maurício Leite (PRD) defendeu que Cris deveria ter tomado posse na Câmara, para fazer o devido juramento. E que do jeito que o processo se desenrolou, está sujeita a pedido de cassação. Reclamou, também, de “saia-justa” e “constrangimento”, e questionou: “A Câmara está servindo de que, boi de presépio? O presidente da Casa, Anderson Goggi (Republicanos), um dos poucos presentes ao ato, valeu-se da mesma lei para se opor e afirmar que a posse é da chapa, sendo assim, a nova prefeita teria cumprido sua obrigação legal em janeiro de 2025, ao lado de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Segundo ele, o que aconteceu sábado foi a sucessão automática e, na noite desta segunda, será a posse solene. Embates de um lado, expectativa de outro: como será, afinal, a gestão de Cris em relação ao seu antecessor? Camillo Neves (PP) e Dárcio Bracarense (PL) destacaram a “possibilidade do diálogo” e de “construir uma nova relação”, enquanto Karla Coser (PT), vereadora de oposição, desejou um diálogo “diferente com a Câmara, com a cidade e com os movimentos sociais”. Ela não deixou, porém, de criticar a postura de Pazolini com suas vices: Capitã Estéfane (Podemos), cuja relação não durou nem quatros meses, e a própria Cris, que passado pouco mais de um ano, ninguém viu mais publicamente com o prefeito. A propósito, também ronda por aí outra pergunta: a prefeita ficará ou não no PP, hoje alinhado ao grupo adversário, liderado por Renato Casagrande (PSB) e Ricardo Ferraço (MDB)?

Portas fechadas

O tal ato de sábado contou, da classe política, com a presença apenas de Cris, Pazolini, Goggi e o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. Na publicação da nova prefeita, ela informa da assinatura do termo de transmissão de posse. Uma de suas frases: “Vitória segue em frente, com união e propósito”. O slogan de campanha, vale lembrar, foi “paz e união”.

Marcas

Sendo aqui mais específica no comentário de Karla Coser sobre as vices, o caso da Capitã Estéfane foi marcado por denúncias de violência política de gênero e o impedimento de fala em evento oficial, quando Pazolini arrancou dela o microfone. No de Cris Samorini…

Marcas II

o recorte foi o show do Calcinha Preta, em Teresina, no Piauí, quando os dois apareceram juntos, o que teve repercussão local e nacional. Ali foi o marco: antes, circulavam sempre juntos, depois nunca mais, até esse sábado.

No páreo

Na mesma sessão da Câmara, o vereador Leonardo Monjardim garantiu que o Novo reiterou seu nome ao Senado, vencendo “pressões de figurões da política”, que segundo ele, teriam investido até o último minuto, inclusive em Brasília, para entrar na legenda. A decisão, completou, optou por uma “construção partidária de futuro”.

No páreo II

Monjardim disse, também, que pela primeira vez, o partido terá chapa completa à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, o que é de fato curioso, já que faltam quadros no Estado, e que “a direita terá, em breve, um anúncio importante que vai mudar a história do Espírito Santo”. No aguardo…

Que situação…

O desmonte da chapa de federal do PSDB é mais um capítulo das “trapalhadas” do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo. Ao tomar o partido no Estado, o que fez por cima e sem diálogo local, a prioridade da Nacional era garantir essa articulação e conquistar uma cadeira. No final das contas, nem chapa terá. A essa altura, Aécio Neves (MG) já se arrependeu?

Que situação II…

Não que a situação com a diretoria passada seria fácil, já que o PSDB vem a cada eleição aos “trancos e barrancos”, mas Arnaldinho “prometeu muito e não entregou nada”. Bateu o pé que seria candidato ao governo, e nada. Depois apresentou o deputado federal Victor Linhalis e os ex-prefeitos e ex-deputados Luiz Paulo Vellozo Lucas e Neucimar Fraga como os fôlegos da chapa, mas nada também.

Que situação III…

Nos últimos dias da janela partidária e em uma situação crítica, Victor Linhalis deixou o PSDB para se filiar ao PSB, do ex-governador Renato Casagrande, e Neucimar correu para se salvar no PL. Só restou Luiz Paulo Vellozo Lucas, que saiu da condição de pré-candidato ao Senado e parou no “salve-se quem puder”.

Nas redes

“Você viu essa cena que está circulando? Falaram em estratégia, em reposicionamento…mas a verdade é que esse movimento escancara uma trajetória que não dá pra ignorar. Quando a gente olha com atenção, decisões do passado mostram exatamente o que está em jogo agora. É sobre escolhas que impactaram a vida de muita gente e que dizem muito sobre o que está sendo colocado de novo em disputa (…). Camila Valadão, deputada estadual pelo Psol, sobre o choro de Pazolini ao deixar o cargo.

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