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Sábado, 24 Outubro 2020

Mais do mesmo

A Capital capixaba não é exatamente o município mais pobre do mundo. A cidade tem uma estrutura até eficiente e mesmo precisando de cuidados em determinadas áreas, até que funciona. A segurança é um tema que precisa de debate, assim como o cuidado com as drogas e a mobilidade urbana. Mas sem grandes demandas sociais, na mesma proporção que suas vizinhas Serra, Vila Velha e Cariacica, Vitória virou um palco de ataques entre os candidatos a prefeito.



O confronto se estabeleceu entre o antigo e eficiente e o novo, moderno. Mas é preciso discutir o que realmente esse antigo e eficiente oferece para a cidade hoje e o que esse novo tem realmente de novo. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) passou o primeiro turno inteiro com uma campanha nostálgica. No tempo dele, em sua gestão, o Projeto Terra, tudo remete a um passado em que o tucano esteve à frente da prefeitura.



Mas a cidade é outra e tem novas necessidades. No programa de Luiz Paulo, nos oito anos do prefeito João Coser (PT), a cidade ficou parada. O que faz com que o mercado político tenha uma ideia preocupante: a cidade tem várias obras iniciadas e esperando conclusão. Quando prefeito, será que o tucano simplesmente vai ignorar os oito anos de governo PT? Desmanchar tudo e começar de novo. Esse é sempre um problema delicado, quando a oposição assume, sempre há uma descontinuidade do projeto em curso.



Por outro lado, Luciano Rezende (PPS) diz que é o candidato da mudança. Mas essa mudança não representa necessariamente uma quebra de paradigmas. O novo mesmo seria o projeto do Psol, que foi recusado pela população. Luciano foi secretário do governo de Luiz Paulo e garante a continuidade das ações em andamento. Sua proposta nova não traz nenhum ineditismo. Seria simplesmente a oportunidade a um nome que nunca esteve à frente da prefeitura.



A grande preocupação dos observadores está no fato de os candidatos não utilizarem o espaço no segundo turno para esclarecer e detalhar suas propostas para a população, e sim para tentar desestabilizar o adversário. Nessa guerra, vêm trazendo fatos alheios à campanha de 2012, falam sobre os apoios, movimentações de bastidores, e mesmo diante de temas específicos, como saúde, educação e segurança procuram mecanismos de provocar o adversário.



Nessa briga personalista, falta pouco enfiar o dedo no olho. Ainda bem que a eleição é domingo, senão...



Fragmentos:



1 – Enquanto o candidatos da Grande Vitória se digladiam pelas prefeituras no segundo turno, os servidores comissionados de cada uma das cidades estudam as possibilidades de mudança dentro do arco de aliança de cada candidato.



2 – A ex-deputada Mariazinha Vellozo Lucas (PSDB), mãe do candidato a prefeito de Vitória, entrou na briga contra o senador Magno Malta (PR), por meio de seu blog na internet.



3 – O grupo do prefeito Neucimar Fraga (PR) tem utilizado um carro de som para questionar a competência de seu adversário, Rodney Miranda (DEM), na área da segurança. Tentam desconstruir a imagem do delegado. Será que dá tempo?

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